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Crise e manutenção da Selic aumentam custo do dinheiro em novembro

BRASÍLIA - A crise e a persistência do Banco Central (BC) em não mexer na elevada taxa básica de juros gerou aumento no custo geral do dinheiro em novembro. Dados do início de dezembro, entretanto, mostram estabilidade na taxa média bancária de 44,1% ao ano.

Valor Online |

Segundo o BC, nos nove primeiros dias úteis deste mês, as operações de crédito a pessoas físicas registravam alta de 0,7 ponto percentual, saindo de 58,7% ao fim de novembro para 59,4% anuais. Em relação a outubro, a taxa média aplicada às famílias teve um salto de 3,8 pontos, já que naquele mês apontava para 54,9% ao ano.

Os empréstimos e financiamentos a pessoas jurídicas registravam corte de 0,2 ponto, para 31%, entre os dias 1º e 11 de dezembro. O custo dessas operações tinha recuado em 0,4 ponto percentual em novembro sobre o mês anterior, situando-se em 31,2%.

Para o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, a crise financeira mundial gera "maior aversão a risco" nos bancos. Temendo calotes, as instituições financeiras elevam o spread - diferença entre os custos de captação e de aplicação dos recursos.

Ele admite que o crédito está mais caro para as famílias, já que a inadimplência desse segmento dá mostras de expansão. A taxa de atrasos superiores a 90 dias subiu 0,2 ponto percentual em novembro, para 7,8%. Nos empréstimos a pessoas jurídicas, não houve alteração na taxa de 1,7% de inadimplência.

Um exemplo da "puxada" no custo do crédito a pessoas físicas é o cheque especial, cuja taxa subiu 4 pontos percentuais perante outubro e situou-se em 174,8% ao ano. É o maior patamar desde junho de 2003, quando a média ficou em 176,9% anuais, segundo o BC.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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