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Crise e enchentes ameaçam meta de exportações deste ano

A crise internacional e as enchentes em Santa Catarina vão impedir o cumprimento da meta de US$ 202 bilhões para as exportações brasileiras este ano, admitiu ontem o secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Welber Barral. Faltando apenas um mês para o final de 2008, as vendas externas acumulam US$ 184,12 bilhões.

Agência Estado |

"Ainda esperamos um bom desempenho das exportações. Eu acredito que vai chegar a US$ 200 bilhões", disse Barral.

O problema maior é que a crise está provocando desaceleração do comércio exterior do País. Em novembro, a corrente de comércio (soma das importações e das exportações) caiu US$ 7,92 bilhões em relação a outubro. As vendas externas somaram US$ 14,75 bilhões, com queda de 12,3% na comparação com outubro, considerando a média diária de operações. As importações somaram US$ 13,14 bilhões, uma redução de 16,5%.

Com isso, a balança teve superávit de US$ 1,61 bilhão. No ano, o saldo acumulado é de US$ 22,4 bilhões, valor 38,6% menor do que no mesmo período de 2007.

Segundo Barral, os principais fatores que influenciaram negativamente no resultado das exportações foram: a queda no preço do barril do petróleo; a paralisação nas operações do Porto de Itajaí (SC); e a redução nos embarques de minério de ferro, principalmente para a China.

O governo previa exportações de US$ 16,49 bilhões, US$ 1,74 bilhão a mais do que o registrado. Só a queda de 35% no preço do petróleo, em relação a outubro, resultou em US$ 600 milhões a menos que a estimativa. Em dezembro, a queda no preço do petróleo deve ser responsável por uma nova redução nas exportações, entre US$ 600 milhões e US$ 1 bilhão.

Do lado das importações, o governo esperava que a cifra chegasse em novembro a US$ 17,30 bilhões, US$ 4,16 bilhões a menos que o atingido.

Além do impacto do preço do petróleo - já que o Brasil também é um grande importador do produto, houve diminuição nas compras de matérias-primas, bens de capital e bens de consumo. Os problemas nos portos da Região Sul também afetaram o resultado, embora o impacto seja maior nas exportações.


A instabilidade do dólar, disse Barral, tem prejudicado tanto as importações quando as exportações. Segundo ele, o importador fica inseguro sobre o valor que terá de pagar pelos produtos. Nas exportações, a instabilidade atrapalha o fechamento de novos contratos.

A queda nos preços das commodities, em função da crise global, também está reduzindo as exportações. As vendas de produtos básicos caíram 20,7% na comparação com outubro deste ano, apesar de terem tido uma alta de 21,1% em relação a novembro de 2007.

Barral destacou, no entanto, que boa parte das commodities ainda está em patamar de preços mais elevado do que em novembro de 2007. É o caso do minério de ferro, cujas cotações estão 99,5% mais altas. A tendência de queda nos preços das commodities ainda não se estancou, admitiu.

O secretário disse ainda que a situação pode piorar nos próximos meses, devido à redução da demanda mundial. "O primeiro semestre (do ano que vem) será muito difícil e esperamos que o segundo semestre volte a ser melhor", disse. Segundo ele, contudo, ainda é muito cedo para dizer que o resultado das exportações em 2009 será menor do que em 2008. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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