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Crise e BC devem colaborar para desaceleração do crédito, diz Febraban

SÃO PAULO - Ao analisar hoje os números sobre as operações de crédito no Brasil em agosto, divulgados na sexta-feira pelo Banco Central, o economista-chefe da Federação Brasileira de Bancos (Febraban) reforçou que a taxa de crescimento do crédito no país deve se desacelerar dos atuais 31,8% nos 12 meses até agosto para uma taxa de 24% no final deste ano, com expansão da ordem de 20% em 2009. Segundo ele, há movimento restritivo tanto na ponta de oferta como na de demanda.

Valor Online |

Com o cenário mais apertado de oferta de crédito, tendo em vista o aumento das incertezas externas lá fora, é natural que os bancos fiquem mais criteriosos para aprovar as linhas. Por outro lado, a atuação do Banco Central (BC), que vem elevando a taxa básica de juro desde abril deste ano, também torna o custo do dinheiro mais alto e inibe um pouco a busca por empréstimos.

"A questão externa trouxe ímpeto na mesma direção (de redução da expansão do crédito)", disse o economista. Sardenberg acredita que a tendência deve se acentuar nos dados de setembro, que captarão o agravamento da crise desde o dia 11 deste mês. "A tendência (de desaceleração) vai continuar, mas a intensidade depende do desdobramento da crise externa", afirmou.

Além disso, se a crise externa vinha tendo modesta relevância para as operações locais até agosto, neste mês a crise ganhou corpo e ficou mais importante, com perdas relevantes para a bolsa paulista e desvalorização significativa da taxa de câmbio. "Mas não está claro ainda como a crise afeta a política monetária do Banco Central", acrescentou.

Sardenberg acredita que o quadro aponta para reforçar essa trajetória de desaquecimento do crédito, inclusive nos prazos de financiamento para pessoa física, que também estão com ligeira redução. "Isso tende a se acentuar", disse.

Para o segmento de pessoa jurídica, cuja expansão foi de 40,7%, a expectativa da Febraban é de que continue ocorrendo aumento, em um processo marcado pela substituição de fontes de financiamento. As empresas que estavam buscando crédito externo mais barato então agora lidando com um quadro de pouca liquidez e tendo que recorrer aos bancos brasileiros, sobretudo para capital de giro, cujas linhas apontaram crescimento de 81,2% nos 12 meses acumulados até agosto.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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