O governo da Ucrânia permitirá a entrada dos observadores russos para vigiar o trânsito de gás russo para a Europa por seu território, declarou o presidente ucraniano, Viktor Yushenko, nesta sexta-feira.

"Assumimos a obrigação de permitir que representantes russos tenham acesso aos pontos de entrada e saída" do gasoduto que abastece a Europa, partindo da Rússia e passando pelo território ucraniano, disse Yushenko, após uma reunião com o premier tcheco, Mirek Topolanek, cujo país ocupa a presidência rotativa da UE.

A primeira-ministra ucraniana, Yulia Timoshenko, também confirmou hoje que Kiev assinará o acordo. "Firmaremos esse acordo o quanto antes", declarou à imprensa.

O governo de Moscou disse estar disposto a receber observadores europeus e ucranianos, se Kiev aceitar observadores russos em seu território.

"Nossa missão era chegar a um acordo sobre os observadores entre os dois países", explicou Topolanek, acrescentando que a parte ucraniana está "disposta a respeitá-lo".

"Temos a mesma promessa por parte da Rússia. Falta apenas fechar os detalhes técnicos e chegar a um consenso para assinar o acordo tripartite", completou.

"Tenho a palavra da Comissão Européia, (do grupo russo energético) Gazprom e (da empresa nacional ucraniana de hidrocarbonetos) Naftogaz. A crise de confiança deve ser substituída pela confiança", afirmou.

As três partes - Rússia, Ucrânia e UE - estão de acordo sobre o envio de observadores, mas persistem os atritos sobre a composição das equipes, em particular, sobre a presença de representantes da Gazprom nas estações de gás ucranianas.

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