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Crise deve ter pouco impacto no consumo global de café, avalia Conab

São Paulo, 28 - O analista do mercado de café, Jorge Queiroz, da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), considera que a crise financeira internacional deve trazer pouco impacto sobre o consumo global de café, que pode apresentar uma retração nada acentuada. Segundo ele, a queda deve ser inexpressiva, pois o produto não pesa muito no orçamento das famílias, em mercados tradicionais como Estados Unidos, Japão e União Européia.

Agência Estado |

Além disso, economias emergentes, como China e países do Leste Europeu, não são grandes consumidores de café, avalia.

O analista diz que a queda do preço do petróleo, do qual muitos insumos agrícolas são derivados, não deve favorecer a redução dos custos de produção da lavoura de café. "A desvalorização do real ante o dólar deve anular os ganhos proporcionados pelo recuo de preço do óleo", informa. "A margem de retorno do produtor de arábica deve continuar reduzida", acrescenta.

Queiroz observa que, passada a turbulência financeira, o câmbio deve retornar a um ponto de equilíbrio, numa faixa razoável entre R$ 1,80 e R$ 2,00, só então o cafeicultor poderia se valer de alguma redução no custo de produção. No entanto, o analista ressalta que, até o momento, em hipótese alguma é possível ter a exata dimensão da crise financeira, que é uma das mais sérias dos últimos dois séculos, garante.

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