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Crise deve desacelerar produção mundial de etanol em 2009--Licht

Por Sybille de La Hamaide PARIS (Reuters) - A indústria mundial de etanol, que vem em rápida expansão, será atingida pela crise financeira no ano que vem, à medida em que a restrição de crédito interrompe ou desacelera a expansão em várias regiões, informou a consultoria F.O. Licht.

Reuters |

Em documento disponibilizado na Conferência Mundial de Etanol, em Paris, nesta semana, a consultoria estimou que a produção global de etanol deverá atingir quase 90 bilhões de litros em 2009, ante 79 bilhões no ano passado.

Mas, o crescimento anual deveria cair para 14,4 por cento, contra um salto de 23,6 por cento verificado entre 2007 e 2008.

"A atual crise financeira não vai continuar sem efeitos sob a indústria de biocombustíveis. Afinal de contas, o etanol é uma indústria de capital de incentivo e manter o setor requer um mercado de crédito em funcionamento", afirmou a consultoria em um relatório.

Os EUA deveria produzir um alto volume constante de etanol neste ano, apesar da crise, mas a F.O. Licht disse que a taxa de crescimento na América do Norte e Central iria cair até mais que a metade no ano seguinte devido à turbulência econômica.

A consultoria estima que a produção de etanol na América do Norte e Central deve alcançar 42,5 bilhões de litros em 2009, contra 36,8 bilhões neste ano e 26,9 bilhões em 2007.

"A indústria norte-americana está em uma profunda crise", informou a F.O. Licht, apontando para a alta nos preços do milho, principal insumo utilizado na produção de etanol do país, e a queda dos preços do etanol.

"Mesmo assim, a indústria ainda espera crescer fortemente em 2009, mas o nível vai depender se a crise de crédito for resolvida rapidamente".

Se o principal produtor mundial de etanol permanecer em recessão por um extenso período, a F.O Licht alerta que o aumento da produção pode ser muito menor do que o estimado atualmente.

Já no Brasil, segundo maior produtor de etanol, a projeção de crescimento da Licht indica que a produção deveria permanecer em torno do nível mais forte de 2008, quando o etanol se mostrou relativamente mais lucrativo do que o açúcar.

"NADA MAU" NA EUROPA

A queda acentuada dos preços do petróleo e a crise de crédito podem significar o fim de vários novos projetos e da expansão das usinas de etanol existentes nos EUA.

As previsões da F.O. Licht foram menos pessimistas para a Europa e o Brasil no próximo ano, mas a longo prazo a projeção foi sensível.

A União Européia (UE) deveria apresentar um crescimento mais de duas vezes maior para atingir 6,3 bilhões de litros de etanol em 2009, 44 por cento acima dos 4,4 bilhões estimados para este ano.

Entre 2008 e 2007, quando o bloco produziu 3,6 bilhões de litros, o crescimento foi de 21 por cento, mostraram dados da consultoria.

"Essa tendência pode continuar em 2009 com o declínio nos preços dos grãos, e o início das operações em várias usinas de larga-escala vai estimular o potencial e produção", informou a F.O. Licht.

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