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Crise deve afetar, mas PIB ainda pode crescer 4,5% em 2009, diz Delfim

SÃO PAULO - O economista e ex-ministro da Fazenda Delfim Neto acredita que o agravamento da crise internacional deve ter como consequência mais provável no Brasil uma pequena redução do crescimento econômico. Ele acredita que seja possível uma alta do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro de 4,5% em 2009.

Valor Online |

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Questionado se seria possível uma expansão ainda maior, Neto disse: "Eu torço".

O economista também disse que o risco de contágio da crise externa "é pequeno" devido às condições econômicas internas favoráveis. "A crise energética e a incapacidade de financiar o déficit em conta corrente estão superados e ainda há o segundo bônus do pré-sal" , afirmou.

Segundo ele, a alta repentina do dólar não gera risco de inflação. Pela avaliação do economista, a inflação teve condições de cair nos últimos tempos porque a taxa de juro interna era suficiente para valorizar o real mais do que o avanço dos preços de commodities no exterior. Enquanto houver uma desvalorização do real inferior à queda de preço dessas commodities, a inflação "não mexe".

O ex-ministro não soube dizer, no entanto, até quanto o dólar pode subir nesse momento. O consenso é de que ele certamente vai se ajustar. "Mas não há resposta para isso. E não há onde se esconder" , finalizou.

O economista participou na tarde desta terça-feira do 5º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV), em São Paulo.

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