SÃO PAULO - A piora da crise mundial poderá arranhar o ajuste fiscal dos Estados brasileiros e, dependendo da duração, comprometer o nível de investimentos. Especialistas em finanças públicas destacam que o ICMS, principal fonte de renda dos governos estaduais, caminha lado a lado com a atividade econômica. Uma desaceleração do Produto Interno Bruto (PIB), já prevista pelo mercado, diminuirá a arrecadação.

Por outro lado, as despesas correntes são bastante inflexíveis para cortes, afirma o economista da CP Consultores, Clóvis Panzarini, ex-coordenador tributário da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo.

Na opinião dele, as unidades da Federação que não têm uma boa prudência de caixa terão de reduzir seus orçamentos. Ou seja, reduzir investimentos. Outra alternativa que não pode ser descartada é mais um aumento da carga tributária.

"Não há varinha de condão. Do total arrecadado, uma parte é custeio e a outra é investimento. Ou se corta de um lado ou de outro. Como despesa é um pouco mais inflexível, é provável que se corte investimentos", completa o economista da Fundação Dom Cabral, Caio Marini, diretor do Instituto Publix.

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