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Crise desperta Coréia do Sul para medo de desastre econômico

Seul, 17 out (EFE).- A crise financeira despertou na Coréia do Sul o medo do desastre econômico de 1997, levando as autoridades a anunciarem medidas para frear o desabamento de sua moeda, que desde janeiro perdeu 30% do valor.

EFE |

Há 11 anos o Fundo Monetário Internacional (FMI), o Banco Mundial e entidades comerciais precisaram ajudar a Coréia do Sul com US$ 78 bilhões.

Hoje, um dia depois de o won perder quase 10% de seu valor em relação ao dólar, foram autoridades coreanas que anunciaram um pacote de medidas para manter estável a moeda nacional.

O Banco da Coréia do Sul (BOK) decidiu hoje que reformará o mercado de fornecimento de dólares à economia para impedir uma queda maior da moeda local.

Com as novas regras, o BOK fornecerá dólares diretamente aos bancos em leilão aberto, já que até agora oferecia dólares a certos bancos intermediários que depois intercambiavam operações com entidades menores.

A extrema fraqueza do won aumentou a incerteza da solvência da dívida pública da Coréia do Sul, um risco inadmissível para a quarta maior economia da Ásia.

Outros países da região, como China e Japão, guardam uma grande quantidade de divisa estrangeira conseguida pelo setor exportador que respalda a solvência do país. No entanto, a dívida sul-coreana é igual a 76% de suas reservas.

A origem da crise sul-coreana está no furacão financeiro internacional.

O choque econômico atingiu a Bolsa de Seul e seu principal índice, o Kospi, com a mesma dureza que em outros mercados da Ásia, como o Nikkei japonês, mas a fuga de capital estrangeiro da Coréia do Sul estimulada pelas perdas nos mercados diminuiu o preço do won e o deixou à beira do colapso. EFE ce/fh/jp

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