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Crise derruba montadoras na Europa e nos EUA

A crise financeira global começa a atingir em cheio as grandes fabricantes de veículos. Ontem, numa demonstração preocupante de que a recessão já dá seus primeiros sinais na Europa, a Opel - subsidiária da General Motors -, a BMW, a Ford e outras montadoras anunciaram que estavam fechando temporariamente sua produção em várias unidades na Europa.

Agência Estado |

O motivo é a queda acentuada das vendas.

Nos Estados Unidos, maior mercado automobilístico do mundo, as gigantes GM e Ford, já fragilizadas por uma longa e grave crise financeira, sofreram ontem grandes perdas na Bolsa de Nova York. As ações da GM chegaram a US$ 7,56, a menor cotação desde a década de 1950 - o valor de mercado da empresa na bolsa chegou a US$ 4,28 bilhões. Já os papéis da Ford chegaram a US$ 2,92, o menor valor em mais de duas décadas.

Para Paulo Cardamone, diretor da consultoria CSM WorldWide, as notícias de ontem já eram, de certa forma, até esperadas. Segundo ele, nos Estados Unidos, as vendas de automóveis, que já vinham em queda há meses, praticamente pararam nos últimos 15 dias, como reflexo da escassez de crédito no mercado. E, na Europa, onde as vendas de carros estão estagnadas há anos, as empresas se assustaram com a turbulência e decidiram interromper a produção. "O momento é crítico", diz.

No caso da Opel, a empresa vai interromper praticamente todas suas unidades européias a partir do dia 13. Numa das plantas, em Bochum, a interrupção da produção será de duas semanas na produção do Astra e Zafira. Em Eisenach, outras três semanas de férias na linha de montagem do Corsa.

Segundo a empresa, 6,8 mil trabalhadores ganharão férias forçadas e o plano é reduzir em 40 mil a produção de carros no continente até o final do ano. Em 2007, 1,7 milhão de carros foram vendidos pela montadora em todo o continente. Mas, com quedas acentuadas na Alemanha, Espanha e Reino Unido, a previsão é de prejuízos se os cortes não forem feitos.

"A crise financeira está levando as pessoas na Europa a serem mais modestas com gastos, principalmente na compra de carros", afirmou a empresa, em um comunicado. A Opel garante que os trabalhadores não serão demitidos. Mas seus salários serão reduzidos. Com a decisão, apenas uma fábrica continuará em funcionamento na Alemanha, a de Ruesselsheim.

A tradicional BMW também vai interromper por uma semana sua produção na cidade de Leipzig, cortando a produção em 2,8 mil carros. Já a Ford cortará a produção na planta alemã de Saarlouis, com demissão de 204 pessoas. Tanto a Mercedes-Benz como a Volkswagen também cortarão produção diante da queda na economia. No caso da Skoda, a interrupção ocorrerá em todas suas plantas européias por uma semana.

Uma das previsões é de que o mercado de veículos na Europa sofra uma contração de até 10% no último trimestre do ano. Em agosto, a queda já foi de 15%. O ano deverá terminar com vendas abaixo dos níveis de 1995.

Assim como os bancos, as montadoras européias também querem um pacote de resgate por parte dos governos. As empresas pedem 40 bilhões em empréstimos para que possam desenvolver carros com motores mais eficientes. Nos EUA, o governo já adotou um programa parecido, mas com US$ 25 bilhões. O argumento das empresas é de que precisam dos recursos para construir carros que usem menos aço e que consumam menos gasolina. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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