Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Crise deixa centenas de milhares de desempregados no mundo

A taxa de desemprego nos Estados Unidos atingiu em novembro seu nível mais alto em 15 anos, o que significa que mais de meio milhão de trabalhadores foram para a rua, uma tendência que se estende por todo o mundo apesar dos esforços de governos e bancos centrais para frear a recessão.

AFP |

Conseqüência direta da crise econômica, os preços do barril de petróleo voltaram a cair nesta sexta-feira, chegando ao patamar mais baixo desde janeiro de 2005, negociado a menos de 41 dólares em Londres e abaixo dos 43 dólares em Nova York.

As bolsas ocidentais também operavam em forte baixa, deprimidas pelo avanço devastador da crise.

O departamento americano do Trabalho anunciou que a economia nacional perdeu em novembro 533.000 empregos, ultrapassando amplamente as previsões dos analistas, que previam no máximo 325.000 postos cortados.

A Casa Branca declarou-se "muito preocupada" com os alarmantes números divulgados nesta sexta, e prometeu buscar soluções "agressivas" para conter o desemprego.

O presidente eleito dos Estados Unidos, Barack Obama, defendeu um esforço "urgente" para reintegrar os desempregados ao mercado de trabalho e estimular a economia.

"Não há respostas rápidas ou fáceis para esta crise, que já vinha se desenhando há muitos anos, e é provável que as coisas piorem ainda antes de melhorar", estimou Obama em um comunicado.

"Mas é hora de reagir com determinação urgente para trazer essas pessoas de volta ao trabalho e colocar nossa economia novamente em marcha", acrescentou.

Os dados publicados nesta sexta-feira encerram uma semana repleta de notícias de cortes de funcionários em algumas das maiores companhias americanas.

A gigante das telecomunicações AT&T, por exemplo, anunciou na quinta-feira que cortaria 12.000 empregos - 4% de seu quadro de funcionários.

O grupo químico DuPont, por sua vez, informou que eliminaria 2.500 postos de trabalho, enquanto o grupo de comunicação Viacom mandará embora 7% de seu pessoal (850 pessoas).

As notícias do setor privado foram tão ruins que chegaram a ofuscar as históricas reduções anunciadas pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco da Inglaterra (BoE) para suas taxas de juros. O primeiro aplicou um corte de 0.75 ponto percentual (situando a taxa em 2,5%), e o segundo, de 1 ponto percentual (a 2%, seu menor nível desde a Segunda Guerra Mundial).

As bolsas até responderam com um certo entusiasmo às medidas adotadas, muito embora estes cortes sejam destinados a reduzir os custos do capital para as empresas e do crédito para os consumidores.

Além disso, o futuro da indústria automobílistica ocupa, neste momento, o foco das assustadoras interrogações trazidas pela crise.

As três maiores montadoras dos Estados Unidos - General Motors, Chrysler e Ford - precisam, segundo defendem seus executivos no Congresso, de 34 bilhões de dólares do governo para evitar a bancarrota e manter o emprego de cerca de três milhões de pessoas.

Já o grupo japonês Honda anunciou, nesta sexta-feira, que estava se retirando da Fórmula 1, da qual participa desde os anos 60, em conseqüência de sua delicada situação econômica.

A montadora alemã BMW, que também concorre com uma escuderia na F1, registrou em novembro uma queda de 25% em suas vendas em ritmo interanual.

Com o país em recessão, a Câmara Alta do Parlamento alemão aprovou nesta sexta-feira um pacote de estímulo econômico no valor de 32 bilhões de euros (41 bilhões de dólares).

O governo sueco, por sua vez, propôs medidas no valor de 960 milhões de dólares para impulsionar o mercado de trabalho e a indústria da construção civil.

Após a divulgação dos números do emprego nos Estados Unidos, a bolsa de Paris caía 5% por volta das 15H00 GMT, enquanto Frankfurt perdia 3,72%, Londres, 2,10% e Madri, 4,38%.

Wall Street abriu em baixa, com o índice Dow Jones recuando 1,03% e o Nasdaq, 1,29%. Na América Latina, São Paulo começou o pregão com uma queda de 2,48% e o México, de 0,86%.

bur-/ap/sd

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG