Por Olesya Dmitracova LONDRES (Reuters) - As nuvens negras da crise de crédito podem ter um inesperado lado positivo para o meio ambiente, com menor emissão de gases do efeito estufa por parte de bancos de investimento.

A fim de discutir acordos internacionais, consultores para fusões e aquisições que viajam pela Europa emitiram 98 mil toneladas de dióxido de carbono no ano passado, o equivalente à média de emissão de 8 mil cidadãos britânicos, mostrou um estudo.

Essas pessoas usaram mais de 112 milhões de folhas de papel A4. Segundo cálculos da Reuters, isso equivale a mais de 10 mil árvores.

Como o volume de fusões e aquisições diminuiu muito em virtude da crise de crédito e os bancos tentam conter gastos, também por meio da limitação das despesas com viagens, o impacto dessas atividades sobre o meio ambiente deve ser menor neste ano.

A pesquisa foi encomendada pelo Merrill DataSite, que fornece sites protegidos por senha capazes de armazenar os documentos usados para avaliar empresas. O Merrill DataSite afirma ter registrado crescimento em meio aos esforços das companhias para cortar gastos.

'Registramos um aumento significativo no número de acordos sendo realizados por meio de VDRs (salas virtuais de dados) na Europa, nos últimos 12 meses', afirmou o diretor Merlin Piscitelli.

Os dados referem-se ao ano passado, quando os consultores europeus para fusões e aquisições gastaram mais de 110 milhões de libras (220 milhões de dólares) com vôos e hotéis para realizar negociações internacionais.

Em média, a assinatura de um acordo do tipo envolve cinco vôos internacionais por pessoa e 20 mil folhas de papel.

Os pesquisadores entrevistaram cerca de 300 consultores para fusões e aquisições na Grã-Bretanha, Alemanha, França, Suécia e Holanda, entre o final de maio e a metade de julho.

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