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BCE fez injeções de liquidez para responder à crise hipotecária

Arantxa Iñiguez Frankfurt (Alemanha), 9 ago (EFE) - O Banco Central Europeu (BCE) respondeu com injeções de liquidez extraordinárias à explosão das crises financeiras desencadeadas pelas hipotecas de alto risco dos Estados Unidos (subprime), que não estão perto do fim.

EFE |

A segunda maior economia do mundo, que já viveu sua dura bolha financeira no início dos anos 90, foi atingida gradativamente pela crise que explodiu há um ano nos mercados internacionais, e alguns analistas acreditam que o pior ainda está por vir.

Até junho, os seis principais bancos japoneses - Mitsubushi UFJ, Mizuho, Sumitomo Mitsui, Resona, Sumitomo Trust e Chuo Mitsui - acumularam perdas relacionadas com as subprime de 1,03 trilhão de ienes (US$ 9,41 bilhões).

Considerando todas as instituições financeiras, as perdas chegavam, no final de março no Japão, a 2 trilhões de ienes (US$ 18,272 bilhões).

Os dados são pouco representativos perto dos números astronômicos divulgados há meses pelos americanos, mas destacáveis caso se leve em conta que o setor bancário japonês não está imune a esta crise financeira.

Geralmente conservador e pouco dado ao risco, o setor bancário japonês sempre viu reduzida sua exposição à crise. De fato, parte de suas perdas não estão vinculadas diretamente às hipotecas subprime, mas ligadas a produtos financeiros mais complexos que tinham como ativos secundários esse tipo de crédito.

Até final de março, os três primeiros bancos japoneses, sobretudo o Mitsubishi UFJ, possuíam 4,7 trilhões de ienes (US$ 44,389 bilhões) em dívida emitida pelas hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac, que tiveram que ser resgatadas pelo Governo dos EUA.

O índice Nikkei registrou queda, desde 9 de agosto de 2007, data que tomada como referência do início da crise, de 23% (quatro mil pontos) e entre as grandes prejudicadas estiveram as companhias financeiras.

Só em janeiro, a Bolsa de Tóquio perdeu 13%, em seu pior início de ano em mais de duas décadas, influenciada pela fraqueza econômica nos EUA.

Neste último ano, dominado pelas conseqüências da crise das subprime, o Japão evidenciou a forte dependência do mercado americano, um dos mais importantes para as exportações de seus fabricantes de veículos e seus gigantes da eletrônica, e, pouco a pouco, seu crescimento foi se deteriorando.

Se no final de 2007 seu Produto Interno Bruto (PIB) chegava a 3,5%, desde o início do ano o crescimento do Japão foi caindo e, hoje, já se começa a falar abertamente em recessão.

Esta semana, o Governo japonês indicou em um relatório que a economia "se debilitou" pela queda das exportações e da produção industrial, e sugeriu o início de uma "fase de contração", dando praticamente por encerrada a maior etapa de expansão econômica no Japão desde a Segunda Guerra Mundial.

Além disso, o relatório assinalou que o emprego "se mostrou debilitado" no Japão e que continua o ajuste no mercado imobiliário.

Embora sem chegar às cotas vividas então nem a situações de alguns países europeus, o setor imobiliário japonês tem um ano de crise devido aos altos preços, à queda da demanda atribuída ao baixo consumo e ao endurecimento das normas para a construção.

Há doze meses, cai progressivamente a construção de novas casas no Japão, um indicador que desde do início de 2008 acumulou uma queda de 10%.

Um agravante é que o Japão tem hoje a inflação mais alta dos últimos 15 anos, de 1,9%, e as taxas de juros são as mais baixas do mundo industrializado, só de 0,50%, o que não oferece muita margem para manobras das autoridades japonesas. EFE psh/rr

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