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Crise chega ao Brasil via Sadia e Aracruz e Bovespa cai

Por Aluísio Alves SÃO PAULO (Reuters) - Sadia e Aracruz abriram a temporada de perdas diretas de empresas brasileiras com a crise financeira internacional, acrescentando dose adicional de pessimismo aos negócios na Bolsa de Valores de São Paulo.

Reuters |

Com isso, o Ibovespa caiu 2,02 por cento, para 50.782 pontos, na contramão de Wall Street. O giro financeiro do pregão somou 5,1 bilhões de reais.

Para profissionais do mercado, os prejuízos anunciados com apostas equivocadas no mercado de derivativos -- 760 milhões de reais da Sadia e os ainda não mensurados da Aracruz -- derreteram a confiança dos investidores em relação à pretensa imunidade das empresas domésticas em relação à crise global.

"O mercado foi ferido por essas notícias", disse Ricardo Tadeu Martins, gerente de pesquisa da corretora Planner.

A resposta do mercado foi eloquente. Sadia teve uma derrocada de 35,5 por cento, para 6 reais. Aracruz foi a segunda pior do Ibovespa, desabando 16,8 por cento, valendo 7 reais. "O problema não é só a perda em si, mas a sinalização de que as empresas têm falhas na gestão de riscos", disse Martins.

Durante todo o dia, o temor de que outras companhias possam ter manchado seus resultados ao usar o mercado financeiro equivocadamente para apostar em vez de apenas se proteger de oscilações cambiais, contaminou os negócios.

Nem a fila de comunicados de diversas delas, negando qualquer envolvimento com operações do tipo conseguiu tranquilizar os investidores.

Dentre as que tentaram esse caminho sem sucesso, Vale do Rio Doce perdeu 3,7 por cento, a 34,49 reais; e Klabin recuou 7,1 por cento, para 3,81 reais.

Algumas outras grandes exportadoras não se manifestaram a respeito, mas não tiveram melhor sorte. Embraer despencou 7,7 por cento, cotada a 13,05 reais. Perdigão teve redução de 5,74 por cento, a 36,29 reais.

Diante disso, o andamento das negociações para aprovação legislativa do pacote de 700 bilhões de dólares para socorrer o sistema financeiro dos Estados Unidos, esperança que conduziu o índice Dow Jones a uma alta de 1,1 por cento, ficou em segundo plano.

Com o resultado do dia, o Ibovespa fechou a semana com queda acumulada de 4,28 por cento. A duas sessões de fechar o mês, a perda do índice em setembro é de 8,8 por cento. Com isso, o indicador caminha para o quarto mês consecutivo no vermelho.

(Edição de Vanessa Stelzer)

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