Os mais de quatro meses de conflito entre a presidente Cristina Kirchner e os ruralistas foram um duro golpe para a economia argentina. Assolada por desabastecimento de alimentos, queda no consumo, aumento da inflação, paralisação das exportações agrícolas e redução de investimentos, a Argentina teve, segundo estimativas da consultoria Gest, prejuízos de pelo menos US$ 22 bilhões com o conflito.

A ironia da crise com os ruralistas é que o estopim foi um aumento de imposto agrário que Cristina adotou para elevar a arrecadação tributária em US$ 2 bilhões (volume dez vezes menor que os prejuízos provocados).

Informações extra-oficiais indicam que nas próximas semanas Cristina fará uma série de anúncios econômicos, entre eles aumentos salariais e isenções tributárias aos trabalhadores. Uma reforma ministerial também está na agenda da presidente. Outra idéia é ressuscitar o Plano Bicentenário, ambicioso projeto de metas de produção a ser acertado entre a União Industrial, a Confederação Geral do Trabalho e o setor financeiro.

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