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Crise avança. e intenção de compras é a maior em 9 anos

A crise de crédito, que já provocou a subida dos juros e o encurtamento dos prazos dos financiamentos, ainda não contaminou as expectativas de compras do consumidor para o fim de ano. Para este trimestre, 73,8% dos consumidores pretendem comprar bens duráveis e semiduráveis entre outubro e dezembro, ante 61,2% no mesmo período de 2007, segundo pesquisa do Programa de Administração de Varejo (Provar) em parceria com a Felisoni Consultores Associados.

Agência Estado |

"O resultado deste ano é o maior para o quarto trimestre em nove anos, desde 1999", observa o coordenador do Provar, Claudio Felisoni. Para ele, uma certa inércia do consumo deve sustentar as vendas de fim de ano, mesmo com o estouro da crise financeira internacional.

Entre os fatores apontados por Felisoni que devem garantir as vendas estão a estabilidade do nível de emprego, o crescimento da renda, o arrefecimento da inflação e a inadimplência estável. "O fim de ano ainda vai ser bom", diz ele, argumentando que a forte competição entre as redes varejistas deve dar um impulso adicional nas vendas. Como as grandes redes de lojas já programaram as compras e têm parte desses produtos no estoque, a estratégia é facilitar os negócios para transformar as mercadorias em capital de giro, uma vez que o crédito para empresas está escasso e caro.

De acordo com a pesquisa, que consultou 500 paulistanos de todas as camadas de renda durante a segunda quinzena de setembro, portanto num período em que a crise já tinha piorado, produtos de informática serão os itens mais cobiçados, com 13,2% das intenções de compra. Na vice-liderança estão artigos de foto, com 12,8% das intenções, seguidos pelos eletrônicos (11%) e telefonia (10,6%).

Mesmo com a elevação dos juros, o crediário continua forte como meio de pagamento para as compras de Natal. Segundo Felisoni, para os dez grupos de bens duráveis e semiduráveis pesquisados, a intenção de usar o crediário neste trimestre é superior à do quarto trimestre de 2007. Para compra de veículos e motos, por exemplo, 87,1% dos consumidores pretendem usá-lo neste ano, ante 72,7% no quarto trimestre de 2007.

"O consumidor das classes de menor renda, que compõem a grande maioria da população, só percebe a crise quando perde o emprego", pondera o vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), Miguel Ribeiro de Oliveira.

Pesquisa nacional de crédito de setembro feita pela Anefac revela que os juros médios ao consumidor atingiram em setembro o maior nível em dois anos. Estavam em 7,39% ao mês em agosto e subiram para 7,46% em setembro.

A alta de 0,07 ponto porcentual é superior à subida da Selic e reflete a crise, diz Ribeiro de Oliveira. Quanto aos número de prestações, houve de agosto para setembro redução de 12 meses nos prazos máximos e de 4 meses nos médios para carros e outros financiamentos. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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