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Crise atravessa o Atlântico e sistema financeiro europeu vive pânico

SÃO PAULO - A crise de crédito parece ter definitivamente atravessado o Atlântico neste final de semana, trazendo pânico para os mercados e para os sistemas financeiros dos países europeus. Na semana passada, Irlanda e Grécia haviam anunciado garantia para os depósitos de bancos dos seus países com o intuito de evitar uma corrida bancária.

Valor Online |

A medida acabou levando correntistas britânicos a transferir para bancos irlandeses, o que desagradou alguns dirigentes europeus.

Poucos dias após ter criticado a medida da Irlanda, a primeira ministra da Alemanha, Angela Merkel, anunciou ontem ação semelhante para os depositantes e poupadores alemães.

A decisão ocorreu no mesmo dia em que o governo Merkel arquitetou um plano de 50 bilhões para salvar o banco hipotecário Hypo Real Estate. O novo pacote representa um aumento de 15 bilhões de euros em relação aos 35 bilhões de euros oferecidos inicialmente, dos quais 27 bilhões de euros serão colocados pelo governo. Os bancos privados vão financiar o restante como linha de crédito.

Na França, o presidente da França, Nicolas Sarkozy, convocou os dirigentes dos principais bancos e seguradoras do país para uma reunião que ocorre nesta tarde no palácio do governo francês para debater a crise.

Na Espanha, o governo defende uma ação combinada entre os países da União Européia para combater a falta de confiança no sistema financeiro, mas tanto o ministro da economia, Pedro Solbes, quando a associação que representa os bancos espanhóis já cogitam ou defendem aumentar a garantia para os depositantes, já que outros países europeus passaram a oferecer um seguro maior.

Mesmo fora da zona do euro, a Suécia também dobrou o limite de garantia oferecido para os correntistas, agora em 500.000 de coroas, cerca de 51 mil euros.

A Islândia, que havia injetado recursos públicos em um banco local, suspendeu hoje as negociações com as ações do setor financeiro na sua bolsa de valores. A autoridade que supervisiona o setor financeiro da Islândia disse que a medida visa a proteger os interesses dos investidores, enquanto se aguarda o anúncio do plano de socorro para o setor.

A administração do país também ofereceu garantia ilimitada para todas as contas de poupança de correntistas de bancos.

Na Bélgica, o clima de apreensão também é semelhante. Na noite deste domingo, foi fechada a venda da parcela da Bélgica e de Luxemburgo no capital do Fortis para o francês BNP Paribas. O acerto, no valor de 14,5 bilhões de euros, deve transformar o BNP o maior banco na eurozona em depósitos. O BNP Paribas controlará as atividades bancárias do Fortis na Bélgica e Luxemburgo por 9 bilhões de euros. Comprará ainda a operação de seguro na Bélgica por 5,5 bilhões de euros em dinheiro.

Ainda na Europa, o segundo maior banco italiano, UniCredit, que vem tentando vender ativos, anunciou que fará emissão de US$ 4,2 bilhões em ações.

(Valor Online, com agências internacionais)

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