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Crise atinge montadoras na Argentina e governo prepara ajuda ao setor

BUENOS AIRES - Uma enorme manifestação dos empregados da indústria automobilística, promovida pelo sindicato nacional dos metalúrgicos (Smata), transformou o centro de Buenos Aires em um caos ontem. Eles protestavam contra o aviso de demissão de 436 trabalhadores da General Motors (GM) emitido na semana passada por meio de telegramas.

Valor Online |

A GM se junta a outras montadoras de automóveis e fabricantes de autopeças argentinas que estão começando a demitir, cortar horas extras, dar férias coletivas antecipadas e cortar segundo e terceiros turnos de produção, como resposta à queda das vendas registrada desde agosto.

A exemplo da Iveco, fábrica de caminhões controlada pela Fiat, que há cerca de quinze dias anunciou a suspensão de 350 empregados de sua unidade em Córdoba, sexta-feira foi a vez da francesa Renault que suspendeu mil de seus 1,4 mil empregados da fábrica, que também fica em Córdoba. A suspensão é uma regra da legislação trabalhista argentina que permite manter os funcionários afastados, pagando apenas 70% do salário mensal durante algum tempo, até a retomada da produção. A Ford e a Volkswagen cortaram horas extras; a Fiat e a Mercedes-Benz também apelaram para a suspensão de turnos e de parte de seus funcionários.

A imprensa local tem noticiado que o governo da presidente Cristina Fernández de Kirchner está preparando um pacote de ajuda ao setor automobilístico, inspirado no que foi anunciado pelo governo brasileiro, de incentivo ao financiamento e subsídios à produção. O setor automobilístico em sido a locomotiva da expansão econômica da Argentina nos últimos seis anos e, por ser um dos mais integrados com o Brasil, está sofrendo com a queda de vendas de automóveis no mercado brasileiro.

A Iveco e a Fiat, por exemplo, destinam 90% e 60% respectivamente de sua produção para o mercado brasileiro. De acordo com dados oficiais da Adefa, as vendas de automóveis na Argentina caíram mais de 12% desde agosto, fechando outubro em 48 mil unidades no mês e 540,7 mil acumulados no ano. Segundo o jornal " El Cronista " , o secretário de Indústria do Ministério da Economia, Fernando Fraguio, teria acertado com as associações dos fabricantes de automóveis (Adefa) e de concessionárias (Acara) uma reunião com representantes do setor automobilístico brasileiro para analisar ações coordenadas para enfrentar a forte queda de vendas na região.

A redução das vendas está atingindo também os setores siderúrgico, têxtil e frigorífico.

(Janes Rocha | Valor Econômico)

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