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Crise ajuda a elevar aprovação ao governo Lula para nível recorde

BRASÍLIA - Ao contrário do que poderia se esperar, a crise financeira mundial foi o motor que ajudou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a atingir o posto de governante mais bem avaliado desde a redemocratização do país, na década de 1980. Pesquisa CNI/Ibope apontou hoje que a maioria dos entrevistados sabe da crise, identifica a gravidade, mas acredita que não será atingida porque o país está melhor preparado, e confia no modo de agir do governo para combater o contágio.

Valor Online |

"A crise é um dos fatores novos que ajudam o resultado positivo recorde na avaliação do governo", comentou o diretor de relações institucionais da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Marco Antonio Guarita.

O levantamento, que apontou que para 73% dos 2.002 entrevistados o governo Lula é "ótimo" ou "bom", questionou sobre a crise financeira, e 75% disseram saber das turbulências internacionais, enquanto 23% responderam que não sabiam.

A percepção dos que têm conhecimento é de que a crise "é muito grave" ou "grave" - resposta de 84% dos entrevistados, ante 7% que não dão importância. A maior parte (56%) acredita que o Brasil terá pouco ou nenhum efeito, ante 37% que crêem que a economia será prejudicada.

Quase dois terços (61%) entre os que foram ouvidos ainda não sentem os efeitos no dia-a-dia, enquanto 29% responderam positivamente. Também a maior parcela (62%) endossa as medidas anticrise adotadas pelo governo federal, ante 15% que desaprovam.

E para 44%, a economia brasileira está melhor preparada para enfrentar a crise do que no passado, ante 15% que discordam e temem um contágio maior. As expectativas de calmaria se dividem entre o segundo semestre (28%) e os primeiros seis meses de 2009 (cerca de 23%), sendo que 13% apostam no fim da crise somente em 2010 e 11% não têm previsão de quando será superada.

Tal fotografia sobre a crise, no entanto, não impediu que os entrevistados mostrassem cautela quanto a desemprego nos próximos seis meses, passando de 30% em setembro para 46% aqueles que acreditam que a desocupação vai aumentar.

Aumentou também a visão de piora na inflação (48% agora ante 40% há três meses), sendo que as expectativas sobre aumento da própria renda ficaram estáveis (saindo de 32% para 31%), enquanto 12% temem uma redução (eram 9% em setembro), e 41% acham que nada mudará (ante 42% anteriores).

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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