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Crise agrava problemas de saúde de executivos

A crise econômica tornou ainda mais delicada a já combalida saúde da maioria dos executivos brasileiros. Um levantamento feito com 8.

Agência Estado |

727 executivos pela Omint, empresa de planos de saúde voltado para clientes das classes A e B, mostrou que 96% deles não conseguem manter uma alimentação equilibrada, 43,18% são sedentários e 31,94% têm níveis elevados de estresse. "E, nos últimos dois meses, vimos aumentar em 25% os pedidos de atendimento em psicoterapia", conta o gerente médico da Omint, Caio Soares.

Segundo Soares, coordenador da pesquisa, o mundo vive uma epidemia de stress. "É difícil afirmar quanto do stress e dos efeitos sobre a saúde dos executivos são agravados pela crise, mas certamente há uma relação." E quanto mais atarefado o executivo, menos motivação ele tem para tentar sair desse círculo vicioso tomando atitudes saudáveis.

Apenas um em cada quatro entrevistados diz que está buscando uma alimentação mais equilibrada, por exemplo. Outros 38,37% afirmaram que pensam no assunto, mas não tomam iniciativa. O mesmo ocorre em relação ao combate ao sedentarismo: 36,7% estão começando a praticar alguma atividade, enquanto 17,83% se preocupam pouco ou nada com isso. "Infelizmente, a maioria começa a se preocupar quando sente os problemas", diz Soares.

Carlos Bernardo, principal executivo do Novotel Jaraguá, da rede Accor, sempre fez check-ups regulares. E sabia que tinha problema de colesterol. "Até cheguei a fazer exercícios entre 2006 e 2007, mas depois fui parando", conta.

Este ano, o trabalho de Bernardo foi bastante intenso de janeiro a setembro, por causa do bom movimento do setor hoteleiro. "O movimento subiu 25% em relação ao ano passado." Depois, quando os efeitos da crise começaram a ser sentidos na economia, o trabalho continuou intenso para manter a performance. "Vamos fechar o ano com crescimento de 20% na comparação com 2007", conta. Mas o esforço teve um preço: o colesterol de Bernardo subiu de novo, a níveis mais elevados que os anteriores.

Decidido a reverter o quadro, o executivo iniciou um programa de exercícios, e com apoio da empresa mantém os exames em dia e uma alimentação balanceada. "Quando vou caminhar, meus filhos vão comigo." Quando necessário, ainda tem academia no local de trabalho, à disposição. "Já sinto mais disposição, e recomendo que todos os executivos tomem a mesma iniciativa."

Soares, da Omint, afirma que é importante que as empresas ofereçam estrutura para facilitar a melhoria de qualidade de vida de seus executivos, como oferecer acompanhamento nutricional e programas de exercícios.

Ele chama a atenção também para a desinformação de muitos executivos. "Cerca de 18% das pessoas em cargo de gerência ou acima apresentaram hipertensão. Dessas, três de cada quatro não sabiam do problema."

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