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Crise afetou pequenas empresas em outubro, informa Sebrae

SÃO PAULO - A crise do sistema financeiro internacional já afetou o desempenho das micro e pequenas empresas do Estado de São Paulo. O aumento da inflação e a retração do consumo em setores específicos em função da falta de crédito, como bens de capital (máquinas e equipamentos), bens duráveis, comércio atacadista e comércio de bens de valor elevado, corroeram o faturamento do setor, que caiu 1,4% em outubro na comparação com setembro.

Agência Estado |

 

A queda nos resultados das micros e pequenas representa uma perda de R$ 311 milhões, segundo informações divulgadas nesta quinta-feira pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas do Estado de São Paulo (Sebrae-SP). 

A receita das 1,3 milhão empresas de associadas à entidade somou R$ 22,6 bilhões. O resultado foi puxado pela queda do faturamento do comércio, de 5,2% em outubro. A retração foi acentuada também em função da base de comparação - em 2007 foi registrado o melhor resultado para meses de outubro desde 2002.

O desempenho de outubro deste ano foi o segundo pior, superado apenas por outubro de 2006. O faturamento das pequenas empresas na área da indústria aumentou 5,3% em outubro; no setor de serviços, houve alta de 2%.

Em relação a outubro de 2007, a queda no faturamento foi de 9,8%, o que representa uma perda de R$ 2,5 bilhões, com forte queda no segmento do comércio, de 15,1%, e na indústria, de 9,6%. No acumulado de janeiro a outubro deste ano, o faturamento acumula diminuição de 3,1% ante os dez primeiros meses de 2007.

Setores

Serviços foi a única das áreas que registrou crescimento do faturamento ante outubro do ano passado, de 3%, influenciado por empresas das áreas de contabilidade, advocacia, publicidade e segurança, que tiveram aumento no número de pessoas ocupadas e na massa salarial dos trabalhadores dos últimos meses.

Para o superintendente do Sebrae-SP, Ricardo Tortorella, isso mostra que a crise pode ter um impacto menor no País, pois o setor de serviços, que possui o maior peso na economia brasileira, não depende tanto de financiamentos e continua com elevação no faturamento.

"Os setores mais afetados são exatamente os que foram mais atingidos pela escassez de crédito no início da crise e pelo temor dos consumidores de assumir novos compromissos financeiros de longo prazo", afirmou, em nota, o gerente do Observatório das MPEs do Sebrae-SP, Marco Aurélio Bedê.

Previsões

Apesar dos resultados negativos no mês de outubro, o Sebrae-SP mantém expectativa positiva para o desempenho das micro e pequenas empresas até o fim deste ano, motivado pelo desempenho do segmento de serviços e pelas perspectivas de manutenção no nível de emprego. A tendência, informa a entidade, é que o setor acompanhe o crescimento da economia brasileira em 2009.

Os micro e pequenos empresários também estão otimistas. Pesquisa realizada em novembro com 2,7 mil empresas mostra que a maioria (57%) espera aumento no faturamento nos próximos seis meses e 36% apostam na manutenção da receita. A maioria (54%) também espera que a economia brasileira vai melhorar.

"Como esta pesquisa foi realizada durante o mês de novembro, pode ser um indício de que o movimento de clientes se recuperou ante o mês de outubro, tendo em vista as compras de fim de ano", ressaltou Bedê.

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