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Crise afeta venda de combustíveis no último bimestre, diz Sindicom

SÃO PAULO - A crise internacional já atingiu as vendas de combustíveis no mercado brasileiro no último bimestre. Dados do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom) mostram que as vendas de diesel caíram 3,3% em novembro, na comparação com igual mês do ano passado, enquanto o volume negociado de gasolina recuou 2,8% no mesmo período comparativo.

Valor Online |

"Os dados mostram que já há contenção de consumo, com redução da demanda por diesel. Essa redução está bastante associada à exportação e à produção de minério e aço", afirmou o vice-presidente executivo do Sindicom, Alísio Vaz. "O consumidor de veículos leves aparentemente também reduziu a demanda, como mostra a reversão do consumo de gasolina", acrescentou.

O resultado de outubro levou o Sindicom a prever elevações anuais no consumo de combustíveis em patamares inferiores ao avanço que se observava nos primeiros 10 meses do ano. No caso do óleo diesel, enquanto o acumulado entre janeiro e outubro foi de avanço de 8% frente a igual período de 2007, a projeção para o encerramento do ano é de uma alta de 6,4%.

Para a gasolina, o sindicato estima uma alta de 1,3% nas vendas, abaixo do crescimento de 2% observado no acumulado até outubro.

Vaz destacou que o mês de novembro também mostrou efeitos da crise sobre as vendas de álcool hidratado. O volume negociado do combustível cresceu 60% no acumulado dos 10 primeiros meses do ano, índice que atingiu apenas 17,7% em novembro. Com isso, o Sindicom estima crescimento de 39,95% em relação a 2007.

O executivo ressaltou que o cenário ainda é turbulento, o que dificulta a definição de estimativas de vendas para o ano que vem. Apesar disso, Vaz ponderou que, caso confirmadas as projeções de analistas e economistas a respeito de uma possível recuperação da economia a partir do segundo trimestre, o volume de vendas poderá, no ano que vem, repetir os resultados de 2008.

"O momento ainda é nebuloso. Mas é possível que o consumo de gasolina caia, as vendas de álcool subam e o volume de diesel siga mais de perto o comportamento da economia", disse Vaz.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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