Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Crise afeta mais os brasileiros das classes A e B, mostra FGV

RIO - A chegada da crise internacional no Brasil pegou em cheio os cidadãos com maior renda no trabalho. De acordo com a pesquisa Crônica de uma crise anunciada: choques externos e a nova classe média, divulgada hoje pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getulio Vargas (CPS/FGV), 25,01% dos entrevistados que faziam parte das classes A e B entre outubro e dezembro de 2007, estava em uma faixa de renda mais baixa um ano depois.

Valor Online |

A pesquisa utiliza dados da Pesquisa Mensal de Emprego (PME), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e considera como integrante da classe AB o domicílio em que os integrantes entre 15 e 60 anos têm renda domiciliar per capita do trabalho igual ou superior a R$ 967 por mês. O estudo da FGV mostra que, do total de pessoas que estava nesta faixa entre outubro e dezembro de 2007, 74,99% se mantinha no mesmo patamar em igual período do ano passado, quando houve o agravamento da crise internacional.

Outros 20,21% tinham passado para a classe C, que tem renda domiciliar per capita do trabalho entre R$ 224 e R$ 967. Houve queda também para a classe D (0,60%) e para a classe E (4,20%).

O coordenador do Centro de Políticas Sociais da FGV, Marcelo Neri, ressaltou que a queda direta da classe AB para a classe E, que tem renda per capita máxima de R$ 142, não significa passagem direta para uma situação de pobreza.

"Sem dúvida que a queda da classe AB para a E está ligada à perda do emprego de alguém da família", frisou Neri.

A pesquisa mostra o efeito da crise quando o resultado entre outubro e dezembro é comparado com os dados de janeiro a setembro. Entre os entrevistados nos primeiros nove meses de 2007, 80,97% se mantiveram na classe AB entre janeiro e setembro do ano seguinte. A queda para a classe C ocorreu apenas para 15,8% da amostra, enquanto 0,37% foram para a classe D e 2,86% para a classe E.

Neri observa ainda que a classe C não foi afetada da mesma forma. Entre os que estavam na classe C entre outubro e dezembro de 2007, 81,86% se mantiveram na mesma classe e 6,28% pularam para a classe AB. Os percentuais são parecidos com os observados para os integrantes da classe C entre janeiro e setembro de 2007. Neste caso, 81,6% se mantiveram no mesmo lugar e 6,44% avançaram para a classe AB. "A classe AB é aquela que mais paga pela crise, que até agora afetou mais os mais ricos", ressaltou Neri.

(Rafael Rosas | Valor Online)

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG