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Crise afeta filantropia, mas não projetos ambientais, dizem empresas

GENEBRA - A crise financeira e a recessão econômica afetarão muito pouco os projetos de empresas na área ambiental, mas reduzirão as doações para obras de caridade que alcançam bilhões de dolares. A avaliação foi feita hoje por George Kell, diretor-executivo do projeto Global Compact, das Nações Unidas, refletindo a posição de boa parte dos representantes de 150 empresas, governos, agências da ONU e organizações não governamentais que se reuniram hoje em Genebra para discutir o projeto Caring for Climate, uma plataforma voluntária global lançada em 2007. Pelos programas do Global Compact, centenas de empresas se comprometem com práticas de negócios ambientalmente sustentáveis. A crise deve afetar a filantropia no curto prazo, mas na área climática as empresas sabem que o tema está revisando a paisagem de negócios e tomar ações (para descarbornizar a economia) é crucial, afirmou Kell. O presidente da China National Offshore Oil Corp. (CNOOC), Chengyu Fu, exemplificou que a companhia petroleira vai aumentar os investimentos na área ambiental, para melhorar a eficiência energética.

Valor Online |

A companhia brasileira CPFL Energia, apontada como uma das campeãs ambientais num relatório divulgado em Genebra, também planeja aumentar as despesas no setor, segundo indicou seu diretor, Henrique Lian.

Bojorn Stigson, presidente do Conselho Mundial Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, destacou que as empresas globais associadas entendem que, apesar da crise financeira, ações na área climática "são mais necessárias do que nunca".

Diversos participantes falaram da necessidade de investimentos de centenas de bilhões de dolares ao longo dos anos para que as empresas adotem tecnologias mais limpas.

"As últimas evidencias científicas sobre mudança climática provam ser piores do que se previa, e serviços de ecossistemas valendo trilhões de dolares estão sendo perdidos devido a produção e consumo não sustentáveis", afirmou o diretor-executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio-Ambiente, Achim Steiner.

Uma pesquisa mostrou que a maioria das empresas, incluindo as brasileiras, se diz otimista sobre sua capacidade interna para reduzir o impacto da mudança climática, mas vê necessidade de melhorar suas estratégias e dividir experiências na área.

Se de maneira geral executivos garantem o nível de investimentos na área ambiental, a situação é diferente para programas de filantropia.

Em 2007, apesar da crise de subprime e alta no preço do petróleo, os americanos doaram US$ 306 bilhões para obras de caridade.

Este ano, porém, os bancos, que doavam entre US$ 50 milhões e 100 milhões cada um, tendem a reduzir essas despesas, assim como outras empresas e pessoas.

Resta a Warren Buffet, que se sai excepcionalmente bem na atual crise, comprando empresas a preço baixíssimo, liderar a lista dos bilionários americanos mais generosos. Com fortuna avaliada em US$ 72 bilhões, Buffet doou US$ 46,1 bilhões entre 2002 e 2006, mas não há detalhes das doações entre 2007 e 2008.

(Assis Moreira | Valor Econômico para o Valor Online)

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