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Crise afeta e lucro da Usiminas cai 14% no quarto trimestre

SÃO PAULO - A Usiminas informou hoje que fechou o quarto trimestre do ano passado com lucro líquido de R$ 837 milhões, montante 14% inferior ao ganho de R$ 970 milhões registrado pela empresa em igual período de 2007. No ano inteiro, o lucro da empresa teve leve alta de 2%, para R$ 3,224 bilhões.

Valor Online |

O resultado dos últimos três meses do ano sofreu impacto direto da crise, tanto por conta da desvalorização do real, como pela desaceleração da demanda.

O efeito do câmbio sobre a dívida em dólares da empresa, por exemplo, teve peso relevante na piora do resultado financeiro, que saiu de uma despesa líquida de R$ 89 milhões entre outubro e dezembro de 2007 para um gasto contábil total de R$ 822 milhões em igual período do ano passado.

Já as vendas físicas tombaram 26% por conta da desaceleração da demanda. A Usiminas vendeu no trimestre passado 1,458 milhão de toneladas de aço, contra 1,98 milhão de toneladas um ano antes. Mesmo com a queda nas vendas, a receita da empresa ainda subiu 7%, para R$ 3,73 bilhões, por conta de preços médios maiores e do ganho maior em reais com as exportações. Em 2008 todo, as vendas físicas caíram 10%, para 7,17 milhões de toneladas, mas a receita avançou 14%, para R$ 15,71 bilhões.

O resultado da empresa medido pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos e depreciação) ajustado somou R$ 1,51 bilhão no trimestre, com alta de 24%. No ano, o aumento foi de 20%, para R$ 6,01 bilhões. Ainda considerando 2008 fechado, a margem Ebitda da empresa, que mede a relação entre este indicador e a receita líquida, subiu de 36,2% para 38,3%.

Ao analisar o cenário prospectivo para 2009, a Usiminas diz que suas estimativa preliminares sinalizam para uma retração da demanda no mercado interno no primeiro trimestre, " ocorrendo, a partir do segundo trimestre, o início da retomada do processo de crescimento, motivado pela redução dos estoques de aço e de produtos acabados nas diversas cadeias produtivas, que encerraram o ano bastante elevados " .

Assim, a empresa prevê que o segundo semestre já terá uma " situação de mercado mais favorável " e cita como justificativa as medidas do governo para incentivar investimentos, o crédito, a desoneração tributária e a queda dos juros. De qualquer forma, para o fechado do ano, a empresa projeta demanda interna menor do que em 2008, diante da forte base de comparação.

Já sobre o mercado externo, o cenário traçado pela Usiminas, que exporta cerca de 20% da produção física, é mais negativo. Para a companhia, deve haver uma melhora a partir do segundo semestre por conta dos planos econômicos que estão sendo implementados em diversos países.

Mesmo assim, a siderúrgica diz que 2009 será um ano " desafiador " para o mercado de aço e destaca que " a valorização do dólar, que pressiona os custos de matérias-primas, aliada à retração na demanda, que alimenta o cenário de redução de preços, se apresentam como obstáculos para a manutenção e melhoria dos níveis de rentabilidade " .

(Valor Online)

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