BRASÍLIA - A injeção de R$ 14,244 bilhões em títulos públicos federais para uso futuro do Fundo Soberano do Brasil (FSB) será mais uma despesa a pressionar o resultado fiscal do governo em dezembro, tradicionalmente deficitário. Em consequência, deve piorar a relação dívida líquida do setor público versus PIB, segundo informou o Banco Central (BC).

O chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, explicou que a emissão de títulos públicos autorizada para compor o Fundo Fiscal de Investimentos e Estabilização (FFIE), instrumento de aplicação do FSB, constitui uma despesa primária.

Ele não deu uma previsão nominal para o déficit primário que deve ocorrer em dezembro, mas lembrou que, sazonalmente, as contas do setor público são pressionadas com a concentração de gastos com décimo terceiro salário e férias do funcionalismo.

A despesa com o FSB será mais uma a contribuir para que o governo feche este mês com poupança negativa para os juros da dívida.

Segundo Lopes, a expectativa é de que a relação dívida versus PIB suba de 34,9% em novembro para fechar o ano em 35,8% do PIB.

No mês passado, o superávit primário ficou em R$ 1,9 bilhão, cerca de 71% inferior aos R$ 6,8 bilhões registrados em novembro de 2007.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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