BRASÍLIA - A crise derrubou as expectativas do governo de bater mais um recorde anual na criação de empregos. Em 2008 o número de novas vagas formais somou um estoque 1.

452.204 postos, total inferior aos 1.617.392 referente ao montante histórico gerado em 2007, o que significa uma retração 10,2%. O número de empregos no ano passado também ficou abaixo da segunda melhor marca anual registrada em 2004, de 1.523.276 de novos empregos.

De acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, em todo o país foram admitidos 16.659.332 trabalhadores, mas as demissões somaram 15.207.128.

Segundo o Caged, o setor de serviços liderou e bateu recorde na criação de vagas no ano passado, com 648.259 postos líquidos no período. Em segundo lugar ficou o comércio, com 382.918 vagas, seguido pela construção civil, com 197.868 empregos. Em quarto lugar aparece a indústria de transformação, com 178.675 postos criados, seguido por agricultura, com 18.232 vagas formais criadas.

Entre 2003 e 2008, foram gerados 7.720.972 postos formais líquidos, segundo o Caged.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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