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Criação de emprego com carteira desaba

A crise mundial freou o crescimento dos empregos com carteira assinada. Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), apresentados ontem pelo ministro do Trabalho, Carlos Lupi, mostram que em outubro foram criadas 61,4 mil vagas, desempenho bem inferior ao dos meses anteriores.

Agência Estado |

Em setembro, haviam sido criadas 282,8 mil vagas e em outubro do ano passado, 205,2 mil.

Ainda assim, Lupi reafirmou a previsão de fechar 2008 com mais 2 milhões de vagas formais. Segundo o ministro, no mês de outubro é natural uma queda no ritmo de novos empregos por causa da sazonalidade agrícola, porém no mês passado a redução ficou acima do esperado.

Segundo ele, os empresários estão preocupados com a crise e ficaram "receosos" de contratar funcionários. O ministro citou o setor automobilístico, que deu férias coletivas. Outro fator mencionado foi a dificuldade de crédito para a construção. Mas ele disse estar confiante de que, com as medidas adotadas pelo governo, o setor voltará a contratar.

Para o ministro da Fazenda, Guido Mantega, é natural uma menor geração de empregos numa fase de desaceleração da atividade econômica. Ele destacou que, mesmo assim, o País vai bater recorde na criação de vagas, superando os 2 milhões. "O importante é continuar criando empregos. Ao contrário do que acontece nos países desenvolvidos, nós vamos continuar elevando o volume de empregos, mesmo com uma desaceleração no ritmo."

Os empregos criados em outubro elevaram em 0,2% o total de empregos formais no País, que chegaram a 31,1 milhões. Lupi disse que a sua expectativa é de que em 2009 sejam criados cerca de 1,8 milhão de postos de trabalho. Segundo ele, isso ocorrerá principalmente nos setores de habitação, saneamento e infra-estrutura urbana, em razão de políticas definidas pelo governo. Só nesses setores, de acordo com os dados do ministro, serão criados 1,37 milhão de novos postos de trabalho.

Lupi disse que o governo está agindo para haver linhas de crédito a diversos setores. E informou, sem dar detalhes, que o governo estuda uma nova linha de financiamento para a casa própria, com recursos do FGTS. O ministro também reafirmou que o número de parcelas do seguro-desemprego poderá ser ampliado, se for comprovada situação de risco para os trabalhadores por causa da crise. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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