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Crescimento mundial em 2009 será o menor desde 2ª Guerra, diz FMI

Washington, 28 jan (EFE).- O Fundo Monetário Internacional (FMI) reduziu hoje drasticamente sua previsão de crescimento mundial para este ano, até 0,5%, o menor desde a Segunda Guerra Mundial, enquanto essa subirá até 3% em 2010.

EFE |

Em novembro, o FMI tinha previsto que o Produto Interno Bruto (PIB) mundial se situaria em 3,2% este ano, mas corrigiu os cálculos devido à intensificação dos problemas no setor financeiro e à queda da confiança dos consumidores e das empresas, segundo disse em uma entrevista Olivier Blanchard, seu economista-chefe.

"Existe um círculo vicioso tóxico entre o setor financeiro e a economia real", alertou Blanchard.

Para 2010, o FMI prevê que o mundo se recupere "gradualmente" e registre um crescimento de 3%, sempre que os Governos intervirem de forma decisiva na economia.

O Fundo acredita que a economia dos Estados Unidos se contrairá 1,6% este ano, mas afirma que a recuperação também começará nesse país, com um crescimento de 1,6% em 2010.

Já na zona do euro, a recessão tirará 2 pontos do PIB de seus membros este ano, que, em 2010, crescerão 0,2%.

No passado, o Fundo reduziu suas previsões de crescimento principalmente nos países avançados, mas, desta vez, a baixa afeta no mesmo nível as nações em desenvolvimento, que sofreram mais nos últimos meses com a crise.

Como bloco, o crescimento dos mercados emergentes se desacelerará "drasticamente" dos 6,3% em 2008 até 3,3% este ano, segundo o FMI.

As nações em desenvolvimento se ressentem da queda da demanda de suas exportações e dos preços das matérias-primas, assim como da dificuldade para obter financiamento externo.

A China crescerá 6,7% este ano, a metade do que em 2007.

O Fundo também baixou em 1,4 ponto percentual o crescimento da América Latina para este ano, que será só de 1,1%.

O maior corte do Fundo afetou, no entanto, a Rússia, cuja economia terá contração de 0,7% em 2009, o que supõe uma queda de 4,2 pontos percentuais frente à previsão de novembro.

No relatório, a entidade afirmou que "uma recuperação econômica sustentada não será possível até que as operações do setor financeiro sejam restabelecidas e que o fluxo do crédito seja liberado".

Nos países avançados, a instabilidade continuará até que os Governos tomem medidas enérgicas para reestruturar o setor bancário.

Blanchard afirmou que é preciso manter a liquidez no sistema, injetar capital nos bancos e absorver as dívidas de má qualidade que intoxicam os balanços das entidades financeiras. EFE cma/db

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