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Crescimento econômico da Índia atinge seu mais baixo nível em três anos

A economia da Índia está em pleno desaquecimento, com seu menor índice de crescimento dos últimos três anos, a 7,9% entre abril e junho, o que, segundo analistas, é um sinal de que o milagre econômico está chegando a seu fim.

AFP |

A baixa do regime da terceira economia da Ásia não abalou, entretanto, o otimismo do ministro das Finanças, Palaniappan Chidambaram: "Estou confiante. Este ano também seremos mais ou menos exatos com relação à nossa estimativa de crescimento de 8%", afirmou nesta sexta-feira a jornalistas em Bombai.

Mas depois de quatro anos de euforia e de auto-satisfação das elites políticas e econômicas, que sonham colocar a Índia no grupo das "superpontências" como a China, o conselho econômico do primeiro-ministro, Manhoman Singh, prevê apenas 7,7% de crescimento no período 2008-2009, contra 9% em 2007-2008 e 9,6% no ano anterior.

Já as corretoras prevêem um crescimento de apenas 7% este ano.

Na Índia, as estatísticas são calculadas em anos fiscais que vão de 1º de abril a 31 de março, e não em anos do calendário. O primeiro trimestre do exercício em andamento 2008-2009 corresponde portanto a ao segundo trimestre do ano 2008.

A taxa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) no primeiro trimestre é bem inferior aos 8,8% registrados no trimestre anterior.

Este crescimento, para um país em desenvolvimento, não é uma surpresa: a inflação está em seu nível mais alto em 13 anos: entre 12% e 13%, provocando altas sucessivas das taxas de juros pelo banco central que acabaram pesando sobre o consumo interno, principal motor do crescimento indiano.

Além disso, o gigante asiático está particularmente exposto ao encarecimento dos produtos derivados do petróleo. A Índia importa 70% do que consome em pleno "boom" devido ao aumento do parque automobilístico.

Os conselheiros econômicos do primeiro-ministro reconheceram ainda que, além do petróleo, a crise bancária nos Estados Unidos está tendo repercussões na economia mundial. "Nenhum país pode esperar sair ileso desta crise", disseram.

A Índia, forte por seu imenso mercado interno e com uma economia liberalizada desde 1991, acreditou durante muito tempo que era imune às turbulências mundiais.

Até o índice da Bolsa caiu 28% desde 1º de janeiro, ou seja, o pior desempenho entre os grandes países emergentes. Este é mais um sinal de que a lua-de-mel entre a Índia e os investidores estrangeiros acabou: fundos de investimentos venderam US$ 6,52 bilhões em ações indianas este ano. No mesmo período do ano fiscal 2007/2008, este volume havia ficado em US$ 9,6 bilhões.

"As condições do mercado não são boas", admitiu há alguns dias Deepak Lalwani, da corretora londrina Astaire Securities.

Neste primeiro trimestre, os crescimentos da atividade dos três setores da economia indiana, serviços, indústria e agricultura, sofreram desaceleração.

Cerca de dois terços de 1,1 bilhão de indianos vivem na zona rural e dependem direta ou indiretamente do setor agrícola.

Esta população sofre muito com a disparada dos preços dos produtos de base, como o arroz, o trigo, o óleo, o gás e o chá. Entre 455 milhões e 620 milhões de indianos vivem com menos de US$ 1,25 ou US$ 1,35 por dia, de acordo com os parâmetros do Banco Mundial e do Banco asiático de desenvolvimento, respectivamente.

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