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Crescimento do protecionismo preocupa OMC e o Brasil

BRASÍLIA - A adoção de medidas protecionistas como resposta à crise financeira internacional já preocupa a Organização Mundial do Comércio (OMC). O temor motivou a realização de reunião informal do Órgão de Exame de Políticas Comerciais, hoje, em Genebra.

Valor Online |

O diretor-geral da instituição, Pascal Lamy, apresentou informe sobre o impacto da crise no comércio internacional e fez um alerta aos 153 países-membros da OMC: "As fracas perspectivas econômicas de cada membro se tornaram particularmente vulneráveis diante da introdução de novas medidas que bloqueiam o acesso a mercados e distorcem a concorrência".

Lamy chamou atenção especialmente para o impacto nos países em desenvolvimento, uma vez que, em muitos deles, o crescimento econômico depende do comércio internacional. Ele chegou a citar os presidentes do Brasil e dos Estados, Luiz Inácio Lula da Silva e Barack Obama, que têm destacado a necessidade de resistir a pressões domésticas por medidas protecionistas e de manter a economia aberta à competição externa.

"Isso me faz crer que a situação está sob controle. Mas devo dizer que meu sexto sentido é de que estamos ainda num estágio inicial de políticas contra a recessão e devemos nos manter vigilantes", afirmou Lamy. "Os membros da OMC têm a responsabilidade de monitorar o desenvolvimento de políticas que estão tendo impacto no comércio internacional e no sistema multilateral de comércio", ressaltou.

O diretor da OMC pediu um esforço coletivo e coordenado para evitar maiores danos ao comércio internacional e defendeu a conclusão da Rodada Doha como remédio anticrise. "Completar a Agenda de Desenvolvimento de Doha é nossa mais importante contribuição nesse sentido. Esse ainda é o caminho mais seguro para defendermos nossos interesses comerciais individuais e o sistema multilateral de comércio contra a ameaça de explosão do protecionismo", ponderou.

Também hoje, em um evento em São Paulo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Miguel Jorge, disse que o aumento do protecionismo será mais um dos problemas que a crise internacional trará para a economia brasileira. "Temos que nos preocupar com o protecionismo, que virá, com certeza", disse o ministro, em discurso na sede da Associação Brasileira dos Produtores e Exportadores de Frango (Abef). "De forma mais ou menos velada, os países vão tentar proteger suas economias contra a queda das exportações causada pela crise internacional."
Miguel Jorge afirmou que, caso o país se sinta prejudicado, deve procurar seus direitos na OMC. Ele descartou, entretanto, pelo menos neste momento, aumento de impostos de importação, até porque isso precisaria ser feito de forma coordenada com outros países membros do Mercosul.

Em entrevista coletiva, o ministro disse ainda que a abertura de novos mercados é uma das principais alternativas contra a desaceleração do comércio mundial. Países da região norte da África, por exemplo, são alguns dos focos de ações do Ministério.

(Agência Brasil)

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