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Crescimento do PIB pode ser bem menor em 2009, diz Henrique Meirelles

SÃO PAULO - O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, afirmou nesta segunda-feira que vários analistas prevêem uma redução do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2009 na comparação com este ano, mas afirmou que a estimativa da autoridade monetária será divulgada no próximo dia 22, dentro do Relatório Trimestral de Inflação. Não será surpresa para todos números substancialmente menores que em 2008, indicou durante palestra no seminário Reavaliação do Risco Brasil, realizado em São Paulo.

Agência Estado |

Para ele, esse tipo de ocorrência não é algo "trivial" e, por isso, precisa ser gerenciado com muito cuidado. "Temos problemas e temos que enfrentá-los", afirmou. Em seguida, no entanto, ele detalhou os números da pesquisa Datafolha a respeito da confiança dos consumidores que mostravam pouco pessimismo em relação aos impactos da crise financeira internacional para o Brasil.

Câmbio

A média de operações de Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC) das quatro semanas encerradas em 5 de dezembro é superior à média semanal do ano, disse Meirelles. De acordo com ele, a média diária de operações de ACCs havia registrado seu pico em agosto, quando rondava os US$ 200 milhões.

Com o agravamento da crise, o pior resultado diário foi verificado na semana dos dias 3 a 7 de novembro (US$ 76 milhões). "Houve uma recuperação rápida quando o BC atuou", identificou Meirelles. Na semana de 10 a 14 de novembro a média diária foi de US$ 195 milhões; de 17 a 21, US$ 228 milhões; de 24 a 28, US$ 235 milhões; e de 1 a 5 de dezembro, US$ 222 milhões. "O próximo passo será a questão das linhas externas para as empresas", afirmou, lembrando que essas companhias podem requerer recursos das reservas internacionais de até 125% da sua dívida a vencer.

Bancos

Ainda em relação às medidas tomadas pela autoridade monetária durante o agravamento da crise, Meirelles explicou que apesar dos rumores nenhum banco foi até o Banco Central requerer linhas de redesconto. "Nossas portas estão abertas. Estamos preparados para fazê-lo (conceder linha de redesconto), até mesmo operacionalmente, mas ninguém nos procurou até o momento", comentou.

Meirelles disse ainda ser importante neste momento o programa do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) de linhas de capital de giro para empresas.

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