Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Crescimento do PIB deve ser revisto no orçamento, diz relator

O relator do Orçamento geral da União, senador Delcídio Amaral (PT-MS), disse que a previsão do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) para 2009, fixada em 4,5% pelo governo, deve ser revista.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

Sem citar o novo número, o parlamentar comentou que a crise financeira internacional criou um clima de indefinição, o que deve afetar a expansão da economia brasileira. "As oscilações do mercado criam um ambiente de indefinição", disse. "[Uma redução na previsão do crescimento] Vai acabar acontecendo", completou.

Delcídio, que deveria entregar seu relatório preliminar do Orçamento nesta terça-feira, disse que em razão de um novo cronograma para a apresentação de emendas parlamentares, seu documento sofrerá atraso.

"O cronograma da entrega das emendas parlamentares mudou. Em razão das eleições, muitas bancadas não conseguiram se reunir para defini-las. Por isso, como tenho até o dia 21 para entregar o relatório, decidi esperar", disse.

O senador também lembrou que no dia 21 o ministro do Planejamento, Paulo Bernardo, irá entregar as novas previsões dos parâmetros macroeconômicos que compõem a peça orçamentária.

Além do crescimento de 4,5%, o Orçamento enviado pelo governo previa o dólar em R$ 1,71. "O que também deve ser alterado", disse. Outro parâmetro importante é a taxa de juros, que na peça estava prevista em 13,5%. Tal como o crescimento do PIB, Delcídio não comentou os novos números do Orçamento. 

"Temos que esperar os novos parâmetros. Por enquanto está mantida a mensagem [orçamento] original, mas precisamos esperar os novos parâmetros. Como o prazo para entregar o relatório é o dia 21 e o ministro Bernardo entrega os parâmetros novos no mesmo dia tudo fica casado", explicou.

Em relação a possíveis cortes, o senador disse que seu relatório contará com mecanismos para combater a crise. Eles oferecem maior mobilidade nos recursos e não destina nenhuma verba de contingência para custeio ou investimento do governo, como normalmente é feito.

"Não vamos alocar a verba de contingência. Ela vai ficar guardada para alguma necessidade [devido à crise]. Vamos fazer um relatório austero, ter um colchão para a crise", disse.

Delcídio também voltou a dizer que, a despeito de futuros cortes, as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e destinadas às áreas sociais não vão sofrer cortes. "Há espaço para cortar. Pode se cortar o custeio, um pouco das emendas de bancada e de comissões", pontuou.

Leia tudo sobre: pib orçamento revisao

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG