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Crescimento da economia dos EUA acelera no segundo trimestre

Washington, 28 ago (EFE).- A economia dos Estados Unidos cresceu no segundo trimestre a um ritmo duas vezes mais alto do que o calculado inicialmente, mas o relatório divulgado hoje pelo Governo americano sugere que o ímpeto poderia ter se dissipado.

EFE |

Em uma correção de seus números, o Departamento de Comércio americano informou que o Produto Interno Bruto (PIB), que teve ritmo anual de expansão de 0,9% no primeiro trimestre, cresceu a um ritmo de 3,3% entre abril e junho.

Em seu cálculo inicial, o Governo tinha calculado ritmo de expansão de 1,9% para o período.

Apesar dos bons resultados, os analistas notaram que os dois pedais que aceleraram o ritmo de crescimento são temporários: uma renúncia fiscal para estimular o consumo, cuja despesa equivale a dois terços do PIB, e o aumento das exportações, que já reduziram com a queda da demanda de Europa e Japão.

Segundo o novo relatório do Governo, as vendas finais no segundo trimestre registraram crescimento de 4,8%, mais do que os 3,9% apresentados no relatório inicial.

O que não mudou na correção de números foi o Índice de Preços ao Consumidor, excluídos os de alimentos e energia, que se mantiveram em ritmo anual de 2,1% no trimestre. A inflação americana entre abril e junho foi de 4,2%.

No terceiro trimestre do ano passado, a economia dos EUA registrou expansão de 4,9%, mas no trimestre seguinte teve queda de 0,2%. Em um ano, o PIB americano cresceu 2,2%.

A fragilidade dos bancos, os apuros enfrentados pelos consumidores e a cautela com que as empresas encaram a contratação de funcionários poderiam diminuir o ritmo de crescimento da atividade nos meses vindouros.

Enquanto isso, continua a queda livre de preços dos imóveis e persistem as tensões dos mercados financeiros, que restringem o crédito.

Segundo o relatório do Governo, as exportações americanas tiveram aumento de 13,2% no segundo trimestre, frente aos 9,2% iniciais. No período, o valor das importações caiu 7,6%, e a melhora no déficit comercial acresceu 3,1 pontos percentuais ao avanço do PIB.

Entre abril e junho, a despesa real dos consumidores se expandiu em 1,7%, resultado 0,2 ponto percentual maior do que o cálculo inicial. O gasto dos consumidores contribuiu com 1,2 ponto percentual do crescimento.

Por sua parte, os investimentos em casas caíram a um ritmo de 3,2% em comparação com o cálculo inicial de 3,4%. A diminuição do investimento em bens imóveis cortou 0,6 ponto percentual do crescimento econômico, e marcou o décimo mês consecutivo no qual o setor de habitação tem peso negativo na atividade econômica.

Outro sinal preocupante no relatório é que os lucros das empresas antes do pagamento de impostos caíram 2,4% no segundo trimestre.

Este é o quarto trimestre consecutivo de diminuição dos lucros empresariais antes do pagamento de impostos. No último ano, os lucros empresariais caíram 7%.

Após o pagamento dos impostos, os lucros das empresas registraram recuo de 3,8% no período entre janeiro e março e ficaram 4,9 pontos percentuais abaixo do resultado do ano anterior. EFE jab/wr/gs

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