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Cresce veto a Badin para o Cade

Torpedeada por grandes empresas, como Nestlé e Vale, a indicação de Arthur Badin, procurador-geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), para presidir a entidade transformou-se em mais um round da briga entre os ministros petistas da Justiça, Tarso Genro, e da Casa Civil, Dilma Rousseff, e pode acabar engavetada pelo Senado. Convidado para relatar o caso na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), o senador Gerson Camata (PMDB-ES) deixou claro que não pretende acatar a indicação de Tarso.

Agência Estado |

Mas admite "esquecer" o parecer em uma gaveta, a pedido de senadores de partidos de oposição e da base aliada, entre os quais o PT, com o apoio até de governadores preocupados com o caixa estadual. Procurado pelo Estado, Badin não quis se manifestar.

Tarso pediu ajuda a governadores para quebrar o clima "muito ruim" para seu afilhado no Senado, mas, por enquanto, não conseguiu cabalar votos em favor de Badin. No caso do Espírito Santo, do relator Camata, uma das preocupações é com a Nestlé. Como procurador-geral do Cade, Badin ameaçou reabrir o caso da fusão da empresa com a Garoto.

Em 2004, a compra da Garoto pela Nestlé foi vetada pelo plenário do Cade, já que a operação concentraria nas mãos da multinacional quase 60% do mercado de chocolates no País, fatia considerada excessiva pela legislação antitruste. Mas a empresa obteve na Justiça Federal de Brasília uma liminar para manter a compra. Badin recorreu ao Tribunal Regional Federal do DF, que ainda não decidiu sobre o assunto.

O veto provocou revolta entre os parlamentares capixabas. Eles dizem que a fusão gerou empregos e dobrou para R$ 1,1 bilhão o faturamento anual. A arrecadação de tributos da empresa nos três níveis (federal, estadual e municipal), que não chegava a R$ 100 milhões anuais, saltou para pouco mais de R$ 200 milhões.

Advogados e representantes de outras grandes companhias, como AmBev, Cutrale e Votorantim, também já procuraram senadores reclamando de "perseguições" do procurador-geral.

Um senador que acompanha o debate diz que boa parte dos colegas avalia que Badin tem um "perfil inadequado" para o cargo, porque é visto como "um jovem impetuoso", que provoca temores nas grandes companhias.

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