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Cresce procura de clientes da AL por bancos suíços

Em época de instabilidade, cresce o número de clientes latino-americanos nos bancos suíços. Ontem, o grupo de banqueiros de Genebra relevou que, no primeiro semestre, a fatia dessa clientela foi uma das que mais aumentaram.

Agência Estado |

Hoje, os estrangeiros contam com US$ 1 trilhão nos bancos suíços, 25% da fortuna nas instituições financeiras do país. Os banqueiros rejeitam debater sobre o fim do segredo bancário.

No período, houve um aumento de 17% a 19% no número de clientes privados latino-americanos em bancos pequenos e médios. A taxa é superior às dos russos, asiáticos e americanos. Nos bancos de grande porte, a alta foi de 5%. Já clientes institucionais latino-americanos aumentaram em 25% nos bancos de médio porte. Para Michel Derobert, presidente da Associação de Private Banking da Suíça, a preferência pelos bancos pequenos é a relação de confiança. Hoje, praticamente todos os bancos suíços têm um departamento exclusivo para tratar de clientes brasileiros e latino-americanos, considerado um nicho promissor.

Nos últimos dias, os governos da França e da Alemanha vêm atacando as leis suíças. O principal problema é a evasão fiscal que, na Suíça, não é crime se for cometida por um estrangeiro em seu país de origem. Assim, os bancos aceitam o dinheiro e não estão obrigados por lei a dar nenhum detalhe à polícia.

Para o presidente francês, Nicolas Sarkozy, trata-se de um "buraco negro" no sistema bancário internacional. A França levará à conferência em Washington no dia 15 de novembro a proposta para controle total do sistema e que bancos que receberam recursos públicos não possam operar em paraísos fiscais. A reunião tem como objetivo "refundar" o sistema financeiro internacional. O governo suíço diz que não aceitará uma revisão de sua lei.

Ontem, foi a vez de os banqueiros alegarem que qualquer imposição de uma mudança no segredo bancário será "o fim de um país soberano". "A população suíça não aceitará isso", afirmou Derobert. Ele insiste que a Suíça não tolera nem a lavagem de dinheiro nem o financiamento ao terrorismo. Mas o problema é a lei que permite que dinheiro de evasão fiscal em outros países possa ser depositado na Suíça sem risco de ser questionado.

"O sistema funciona bem. Não vamos aceitar um ataque contra nossas leis", afirmou Derobert, mas admite que existe o risco de que "algumas pessoas abusem da lei". Ele sugere que o problemas seja resolvido por acordos bilaterais. Ivan Pictet, dono do maior banco privado de Genebra, o Pictet, diz que o fim do segredo bancário teria grande impacto. "As pessoas vêm à Suíça por causa da confidencialidade."

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