A perspectiva de crescimento da economia neste e nos próximos anos tem cada vez mais despertado a atenção para o setor financeiro brasileiro, uma vez que boa parte dos negócios fechados no País, de pequeno e grande portes, passa invariavelmente pelas mãos dos bancos. Para não ficar de fora, companhias tentam entrar ou aumentar a participação nesse setor.

A perspectiva de crescimento da economia neste e nos próximos anos tem cada vez mais despertado a atenção para o setor financeiro brasileiro, uma vez que boa parte dos negócios fechados no País, de pequeno e grande portes, passa invariavelmente pelas mãos dos bancos. Para não ficar de fora, companhias tentam entrar ou aumentar a participação nesse setor. É o caso, por exemplo, dos estrangeiros Royal Bank of Scotland (RBS) e Barclays e do brasileiro Safebanco, ligado ao provedor UOL. O RBS liderou o consórcio, formado também por Santander e o Fortis, que comprou o holandês ABN Amro, em outubro de 2007. O banco britânico ficou, basicamente, com a área de clientes globais do holandês, mas não ficou com a operação no Brasil. Agora, para atuar no País, entrou com um pedido no Banco Central (BC) para a abertura de uma instituição financeira. Na declaração de propósito para justificar o pedido de abertura, o RBS afirmou que pretende abrir um banco de investimento com autorização para realizar operações no mercado de câmbio. O processo começou a tramitar na autarquia no fim de janeiro, mas não há prazo para que seja concluído. O capital inicial da nova instituição, com sede em São Paulo, será de R$ 140 milhões. Procurado, o RBS preferiu não se pronunciar neste momento. O plano de abrir um banco no Brasil não é exatamente novo. Em setembro de 2008, o RBS já havia declarado ao BC a intenção de adquirir o controle societário da ABN Amro Corretora de Valores e transformá-la em banco múltiplo. Novos pedidos. O interesse de instituições financeiras pelo Brasil não está limitado aos bancos. Segundo um profissional que presta consultoria a bancos e corretoras com intenção de atuar no País, há várias instituições estudando o mercado brasileiro e que ainda no primeiro semestre devem dar entrada com pedido no BC. Porém, a divulgação deve ficar para depois de julho, já que há uma avaliação prévia por parte da autarquia antes de o processo ser formalizado. "Veremos alguns anúncios no segundo semestre, em especial de corretoras especializadas em determinados produtos e bancos de nichos", diz a fonte. A avaliação do profissional é que, embora o setor financeiro seja controlado pelos grandes bancos, ainda há espaço para a prestação de serviços mais segmentados ou para determinados públicos. E, para as instituições que possuem uma estrutura maior, há o interesse em atuar no Brasil para fazer uma maior oferta de serviços aos clientes globais.Esse é o caso do Barclays, que neste mês conseguiu autorização para iniciar as negociações de ações na bolsa brasileira. O objetivo é não só atender os clientes brasileiros, mas também os estrangeiros.

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