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Cresce demanda por papéis atrelados à Selic

BRASÍLIA - A coincidência de vencimentos pesados de títulos e arrecadação recorde de tributos no mesmo mês explica a redução de 3,44% no estoque da dívida pública mobiliária federal interna em julho, segundo informou o coordenador do Tesouro Nacional, Guilherme Pedras. A trajetória de juros em elevação, entretanto, aumentou o apetite do mercado por papéis atrelados à taxa Selic (LFT).

Valor Online |

O saldo da dívida recuou de R$ 1,247 trilhão para R$ 1,204 trilhão, bem abaixo do piso previsto para dezembro, em R$ 1,48 trilhão.

A emissão de LFTs, que rendem juros flutuantes, foi no valor de R$ 12,3 bilhões, mais de um terço do total emitido no mês, de R$ 33,3 bilhões. Com isso, a participação desses papéis no total (incluindo os títulos colocados pelo Banco Central nas operações de swap cambial) subiu para 39,66%, a mais elevada desde maio de 2007, quando ficou em 40,0%.

Os resgates totais somaram R$ 90,8 bilhões, sendo R$ 77,9 bilhões em vencimentos de julho, R$ 11,6 bilhões em operações de trocas e R$ 1,3 bilhão para cancelamentos e retiradas de investidores pessoas físicas do programa Tesouro Direto. Por indexador, o volume mais elevado vencido em julho foi do prefixado LTN, com R$ 67,6 bilhões.

Descontadas as emissões, o resgate líquido ficou em R$ 57,5 bilhões. Ontem, a Super Receita informou que apurou R$ 61,96 bilhões em tributos federais, volume recorde para meses de julho, que deve ter contribuído para ampliar a economia acumulada pelo governo no ano para o pagamento de juros da dívida. Os dados sobre esse superávit primário, entretanto, somente serão conhecidos na próxima semana.

Em breve explicação, Pedras lembrou que os superávits primários aumentam o caixa e possibilitam ao governo reduzir novas emissões, a custos mais elevados por causa dos juros em alta.

Com essa estratégia, o Tesouro obteve redução do custo médio mensal da dívida interna em julho, que ficou em 13,58% anuais ante 14,45% ao ano no mês anterior. Contribuíram também para essa redução, o ligeiro recuo na inflação, com menor variação dos três principais índices de preços (IPCA, IGP-M e IGP-DI) que corrigem parte dos papéis em relação a junho.

A dívida pública interna em títulos de curto prazo, a vencer nos próximos 12 meses, recuou de 27,41% em junho para 25,24% do estoque em julho, somando R$ 304,03 bilhões.

Já o prazo médio do endividamento da União no mercado financeiro doméstico aumentou para 41,33 meses, contra 39,07 meses em junho, sob influência de emissões mais longas, segundo o Tesouro Nacional.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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