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Os líderes dos agricultores da Argentina prosseguiam nesta segunda-feira, pelo terceiro dia consecutivo, com seu locaute para reclamar uma redução de impostos às multimilionárias exportações de soja, num conflito politizado pelo ano eleitoral e num clima de muita tensão e incidentes nos pontos de bloqueio.

Os produtores decidiram romper a frágil trégua das últimas semanas, depois que a presidente Cristina Kirchner anunciou, na sexta-feira, que o Estado nacional compartilhará com as províncias e com os municípios a milionária receita proveniente dos impostos sobre a exportação de soja.

O grão ocupa quase 60% da área cultivada de um país que exportou, em 2008, o equivalente a US$ 35 bilhões. Segundo cálculos oficiais, o valor a ser distribuído entre os distritos chegará a quase US$ 1,8 bilhão este ano.

Nas últimas 48 horas, houve protestos em cidades das províncias de maior potencial agropecuário, como Buenos Aires, Santa Fé, Entre Ríos, Córdoba e La Pampa, onde os produtores se encontram na beira das estradas e, em alguns casos, bloqueiam a circulação.

Os bloqueios - totais, ou intermitentes - acontecem, em especial, em Santa Fé e Entre Ríos. Na localidade de Gualeguaychú (230 km ao norte de Buenos Aires), há quilômetros de engarrafamentos de ônibus, caminhões e veículos particulares.

Também foi afetada a Rodovia 14 ("do Mercosul"), importante via de trânsito de mercadorias dos países-membros do bloco sul-americano.

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