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Credores aprovam plano de recuperação judicial da Athos Farma

Os credores da Athos Farma aprovaram em assembleia o plano de recuperação judicial da distribuidora de medicamentos. O plano, que prevê a emissão de debêntures conversíveis em ações e o alongamento da dívida da empresa, teve adesão de 100% dos credores com garantia real, e 79,14% dos credores quirografários (sem preferência ou garantia real). A decisão, tomada pelos credores nesta quarta-feira, precisa ser homologada pelo juiz da 4ª Vara Civil de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ).

Redação Economia |

"É uma página virada", diz Luciana Athouguia Dias, que preside o conselho de administração da Athos Farma. "Vamos recomeçar, e é fundamental para o nosso negócio ter um sócio." A Iposeira, consultoria fundada Eleazar de Carvalho Filho, ex-presidente do BNDES, foi contratada para atrair um novo acionista.

A Athos Farma, que já figurou como uma das maiores distribuidoras de medicamentos do País com cerca de R$ 2 bilhões em faturamento, acumula uma dívida de R$ 350 milhões com bancos e indústrias farmacêuticas. Pouco antes da crise econômica do fim de 2008, a empresa já enfrentava dificuldades em razão do acelerado processo de aquisições no setor. 

Os problemas da distribuidora se agravaram enquanto esperava um aporte da Aliance Boots, uma das maiores empresas de distribuição e de varejo de medicamentos da Europa, que concordara injetar recursos em troca de 25% do capital. A crise veio, e o negócio não decolou. No fim de 2009, a Athos acabou pedindo proteção contra os credores.

A empresa, que é controlada pela família Athouguia, tinha presença marcante no segmento de pequenas e médias farmácias, principalmente no Nordeste. Sua estrutura foi enxugada. Hoje, mantém quatro centros de distribuição, localizados no Rio de Janeiro, Brasília, Recife e Feira de Santana (BA).

"Tivemos perda de market share, mas vamos recuperar", aposta Genivaldo dos Santos, executivo contratada para profissionalizar a gestão da empresa. Santos trabalhou por 25 anos na Drogarias Pacheco e Drogasmil. No plano de recuperação, se houver adesão total à debênture conversível em ações em vez do alongamento da dívida, os credores poderão ter no limite até 80% de participação da distribuidora de medicamentos.

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