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Credores aprovam o plano da empresa aérea BRA

SÃO PAULO - Os credores da BRA aprovaram o plano de recuperação judicial da companhia aérea na sexta-feira, numa das últimas tentativas de evitar a falência. A empresa se propôs a operar vôos fretados para o mercado de viagens a lazer e também oferecer pacotes turísticos, fazendo uso de três hotéis na Bahia que pertencem ao sócio Walter Folegatti.

Valor Online |

Desta vez, o plano levado à assembléia foi considerado factível pelos credores, especialmente porque a BRA nasceu como uma empresa de vôos fretados e era considerada bem sucedida enquanto se manteve com essa estratégia. Folegatti assumirá a administração da aérea. Seu irmão Humberto Folegatti, que junto com Walter detém 58% da BRA, afastou-se da companhia recentemente. A Brazilian Air Partners (BAP), união de seis fundos estrangeiros e mais o brasileiro Gávea, detentora de 42% das ações da BRA, já estava afastada da companhia desde o início da crise.

A BRA pretende levantar R$ 7,5 milhões e alugar duas aeronaves Boeing 737 para fazer os vôos já a partir do início do ano que vem - e não dentro de um ano e meio, como o Valor publicou equivocadamente na quinta-feira. Esse novo plano deixou de lado a aventura dos vôos regulares , afirma Thomas Felsberg, advogado que trabalha para a BRA. A companhia, fundada em 1999, passou a fazer vôos regulares em 2005 mas não se adaptou ao segmento e paralisou totalmente as operações em novembro de 2007.

Os credores aceitaram um desconto sobre o valor da dívida da companhia que pode variar de 50% a 70%. Para fazer os pagamentos, a BRA emitirá debêntures que poderão ser convertidas em ações da empresa. Segundo Felsberg, a situação da BRA não permitiria pagamentos maiores.

Há pouco mais de um mês, a aérea cogitava pedir falência porque não havia conseguido aprovar planos anteriores, que previam a retomada dos vôos regulares. Para um advogado que representa um banco credor da BRA, a falência teria sido pior pois reduziria a quase zero as chances de a maioria dos credores recuperar seus créditos.

A dívida total da BRA é de R$ 220 milhões, sendo a maior parte com instituições financeiras. No início da recuperação, explica o advogado, os credores esperavam que os sócios da BRA se dispusessem a discutir e quitar as dívidas. Mas tanto os irmãos Folegatti quanto a BAP, segundo ele, nunca se dispuseram a negociar com os credores.

(Roberta Campassi | Valor Econômico)

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