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Crédito volta a crescer em junho puxado por demanda de empresas

BRASÍLIA - A alta do juro ainda não desacelerou a expansão do crédito, que continua a crescer em ritmo vigoroso, agora puxado fortemente pela demanda das empresas. Para o Banco Central (BC), o movimento reflete a continuidade de aquecimento nas vendas do varejo.

Valor Online |

Os dados do BC para junho apontaram alta mensal de 2,1% no estoque global de crédito, somando R$ 1,067 trilhão. O montante equivale a 36,5% do Produto Interno Bruto (PIB). A projeção para 2008 está mantida em 40% do PIB e dados parciais de julho até dia 17 indicam um crescimento de 1,6% na parcela tomada como referência para apuração das taxas de juros.

Ainda há um aquecimento acentuado do crédito, embora algumas linhas apresentem um ritmo menos intenso, comentou o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes. Uma alta de 33,4% em 12 meses para o estoque geral é bem expressiva para o crédito brasileiro, avaliou.

O executivo destacou ainda o incremento verificado nos últimos meses nas concessões a pessoas jurídicas. Decorre ainda da continuidade de demanda aquecida no varejo, onde não se observa recuo nas vendas, comentou ele.

Tomando-se o crédito livre de direcionamentos, a carteira dirigida às empresas teve um acréscimo de 3% em junho, e de 41,3% em 12 meses, atingindo R$ 402,5 bilhões. Já o saldo dos créditos a pessoas físicas subiu 1,6% e 32,4% em 12 meses, para R$ 360,9 bilhões.

Os destaques nas operações a pessoas jurídicas são as linhas de capital de giro, com incremento de 5,6% no mês; a conta garantida com alta de 3,9%; e o desconto de duplicatas, com crescimento de 2,6%.

O montante de empréstimos concedidos às empresas em junho cresceram 3,5%, para um total de R$ 100,8 bilhões. A demanda das pessoas físicas no mês teve aumento de apenas 0,8%, somando R$ 50,6 bilhões.

O crédito direto ao consumidor para o financiamento de veículos a pessoas físicas mantém a desaceleração, com acréscimo mensal de apenas 0,2%, substituído pelo leasing (que tem custos menores), cujo crescimento foi de 7,4% em junho, e 135,8% em 12 meses.

Outra modalidade que mantém a expansão é o financiamento imobiliário, cujo saldo registrou variação positiva de 6% no mês passado, acumulando 88,8% em 12 meses na contratação por pessoas físicas.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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