BRASÍLIA - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou nesta segunda-feira, após a última reunião ministerial do ano, na Granja do Torto, em Brasília, que as regiões Sul, Sudeste, Norte e Nordeste estão bem assistidas em relação à oferta de crédito para o setor agrícola.

Segundo Mantega, apenas o "Centro-oeste estava com problemas no  financiamento de tratores, mas o governo já apresentou uma nova linha de refinanciamento dessas máquinas.  O ministro voltou a negar que o governo pode editar um pacote de medidas contra a crise. "Os problemas estão sendo localizados e resolvidos ponto a ponto.  

De acordo com Mantega, a prioridade do governo é atender os setores que empregam o maior número de pessoas, como o de agricultura, que representa 24% do Produto Interno Bruno (PIB), Construção Civil e a indústria automobilística, que emprega cera de 50 mil funcionários só na Zona Franca de Manaus (AM).

Ainda segundo o ministro, o Banco Central divulgará nesta terça-feira um estudo dizendo que a oferta de crédito em outubro aumentou 4,5% em relação a setembro.

Redução de impostos

Mantega também disse que o governo poderá reduzir impostos em 2009, caso seja necessário. A medida seria tomada para blindar a economia nacional contra a crise.

Citando como exemplo a redução de 3% do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) na produção de motos, ação anunciada na semana passada, o ministro informou que a equipe econômica possui ainda um arsenal muito grande de ações anticrises na manga.  "Poderemos reduzir alguns tributos como já fizemos, disse Mantega.

O ministro da Fazenda também chamou atenção para os altos custos dos empréstimos no País, outra frente em que o governo pode atuar para incentivar o comércio interno. "Vocês sabem que é muito alto o custo dos empréstimos. As pessoas físicas pagam 45%, 50% de taxas de juros.  Nisso nós podemos criar condições para reduzir, já que a taxa básica de juros é uma questão do Banco Central".

Perguntado sobre a possibilidade de cortes no Orçamento de 2009, Mantega afirmou que, caso ocorra queda arrecadação, os cortes serão no custeio, nas chamadas despesas não essenciais. Programas sociais, como Bolsa Família, e os investimentos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) serão preservados até o último momento. A idéia, segundo o ministro, é manter o país como um grande canteiro de obras.

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