Rio de Janeiro, 25 ago (EFE).- A forte expansão do crédito vivida pela economia brasileira continuou em julho, subiu 1,7% e já equivale a 37% do Produto Interno Bruto (PIB), informou o Banco Central.

O total de operações de crédito no sistema financeiro chegou a R$ 1,086 bilhão, com um crescimento acumulado de 32,7% em 12 meses, segundo o relatório sobre o sistema financeiro.

Em junho deste ano, o volume de dinheiro emprestado correspondia a 36,6% do PIB. Já em julho de 2007, este valor representava 32,4%.

O crescimento econômico se sustenta no forte consumo das famílias, que compram cada vez mais automóveis, casas e produtos eletrônicos e outros com pagamento a longo prazo.

Este fenômeno, que segundo o Governo encoraja a inflação, se mantém firme apesar das taxas de juros, as mais elevadas do mundo em termos nominais e reais (descontada a inflação).

No mês, também se destacou o financiamento às empresas, "impulsionado pela trajetória de crescimento da modalidade capital de giro", segundo a instituição. No segmento familiar, aumentou a demanda por créditos pessoais e arrendamento mercantil.

Dos empréstimos, 71,7% foram concedidos com recursos livres e o resto com fundos preferenciais, como os do sistema hipotecário oficial e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A taxa de juros média referencial para os créditos ficou, em julho, em 39,4% ao ano, com aumento de 1,4 ponto percentual no mês e de 3,5 pontos em 12 meses.

Para pessoas físicas, o aumento foi muito maior, de 2,3 pontos no mês passado e de 4,4 pontos em 12 meses, chegando a 51,4% ao ano, o nível mais alto desde janeiro de 2007.

A modalidade mais cara é o cheque especial, usado por milhões de brasileiros, e que alcançou 162,7% anual, a taxa mais alta desde agosto de 2003.

Em julho, a taxa média de financiamentos para empresas ficou em 27,5% ao ano.

A demanda de crédito continuou crescendo apesar das rígidas medidas monetárias aplicadas pelo Banco Central para tentar frear o consumo e a inflação, que ameaça chegar a 6% em 2008.

A taxa básica de juros foi elevada e já chega a 13% em 2008. O BC advertiu que aplicará novos aumentos até o fim do ano. EFE ol/rb/rr

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