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Crédito pessoal tem maior taxa de juros em 5 anos

O juro que o brasileiro paga hoje pelo empréstimo pessoal é o maior em cinco anos. Já sob o impacto da crise financeira que reduziu drasticamente a disponibilidade de crédito, a taxa média do empréstimo pessoal atingiu em outubro 6,04% ao mês ou 102,16% ao ano, segundo a Fundação Procon de São Paulo.

Redação com Agência Estado |

Acordo Ortográfico Desde junho de 2003, quando o juro dessa linha de financiamento era de 6,22% ao mês, não se tem registro de uma taxa média mensal tão elevada. O empréstimo pessoal é a linha de crédito de maior risco, pois não está vinculada à compra de um bem e não tem garantia real.

A pesquisa mensal, feita com dez grandes bancos comerciais na capital paulista no dia 3 deste mês, revela também que os encargos financeiros deram um salto de 0,28 ponto porcentual de setembro para outubro. No mês passado, a taxa média mensal era de 5,76% e agora está em 6,04%.

"O resultado deste mês foi a sétima alta consecutiva da taxa de juros do empréstimo pessoal", observa Diógenes Donizete, assessor técnico da diretoria do Procon-SP. Nos meses anteriores, a taxa vinha subindo lentamente e acompanhando a alta da Selic. Neste mês, no entanto, o acréscimo foi bem maior, o que, na sua avaliação reflete o cenário turbulento do crédito.

Dos dez bancos pesquisados, quatro elevaram a taxa do empréstimo pessoal, cinco mantiveram e só um cortou o juro. Entre as instituições que subiram o juro, o destaque foi para os bancos Real e Safra. Eles majoraram em dois e um ponto porcentual as taxas mensais, respectivamente.

Pesquisa feita na última sexta-feira pela Shopping Brasil, empresa especializada em coleta de preços, prazos e juros, mostra que o consumidor não consegue financiar hoje eletroeletrônicos e itens de informática com juros inferiores a 5% ao mês. O levantamento, feito a partir de 16.231 anúncios de jornais e tablóides de produtos em promoção, aponta que a taxa média de juros na primeira semana deste mês para esses itens está em 5,07%, ante 4,84% em setembro. Minoru Wakabayashi, diretor da empresa e responsável pela pesquisa diz que não constatou corte significativo nos prazos de financiamento.

Nas linhas de crédito imobiliário, o ajuste já começou. O Bradesco, por exemplo, aumentou em 1,5 ponto porcentual, de 9% para 10,5% ao ano, os juros cobrados nos financiamentos de imóveis avaliados em até R$ 120 mil, com prazo de pagamento de 25 anos.

No cheque especial, os juros médios tiveram uma ligeira queda neste mês, aponta o Procon. Em setembro o juro médio mensal estava em 9,02% e recuou para 8,96% em outubro. Donizete diz que a queda do juro do cheque especial pode ser atribuída ao fato de essa linha estar normalmente ligada à conta salário do correntista,que tem risco menor de calote.

Bancos e administradoras de cartão de crédito informam que, até o momento, não houve alterações nas taxas do crédito rotativo dos cartões, hoje em torno de 12% ao mês. "Ainda não houve uma mudança expressiva, já que cada empresa tem sua política de cálculo da taxa de juros.

Mas com menos liquidez no mercado, o custo do dinheiro vai subir, o que pode elevar as taxas", afirma Marcelo Noronha, diretor da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços. Bradesco, Itaú, Real, e HSBC informaram que mantiveram as taxas de crédito rotativo e os prazos para parcelamento.

(As informações são do jornal O Estado de S.Paulo)

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