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Crédito pessoal: maior juro desde 99

O aperto do crédito continua elevando as taxas de juros dos bancos para empréstimos a pessoa física. Em dezembro, as taxas de juros para empréstimo pessoal voltaram a subir e chegaram a 107,06% ao ano, as maiores desde 1999.

Agência Estado |

O mesmo ocorre com o cheque especial: as taxas atuais são as maiores desde junho de 2003, chegando a 191,75% ao ano. É o que mostra pesquisa realizada mensalmente pela Fundação Procon de São Paulo (Procon-SP), divulgada ontem.

O Procon-SP pesquisou dez instituições financeiras - Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú, Nossa Caixa, Real, Safra, Santander e Unibanco - e concluiu que a taxa média cobrada pelos principais bancos para empréstimo pessoal ficou em 6,25% ao mês (107,06% ao ano), igualando-se à marca registrada em abril de 1999 e representando a maior taxa média desde março do mesmo ano, quando os juros eram de 6,77% ao mês.

O empréstimo pessoal vem apresentando, há três meses consecutivos, taxa média superior a seis por cento", diz Valéria Rodrigues Garcia, diretora de estudos e pesquisas do Procon-SP. Segundo ela, os bancos Santander e Unibanco foram os que mais elevaram suas taxas em empréstimo pessoal. A taxa do Santander passou de 6,00% para 6,69% ao mês. Já o Unibanco alterou de 6,59% para 6,99% ao mês. Na contramão, o HSBC reduziu sua taxa de 4,85% para 4,83% ao mês. Os demais bancos mantiveram as taxas de juros.

"O que vemos em relação às pesquisas anteriores é que o empréstimo pessoal aumentou mais desta vez e as taxas estão muito próxima daquelas que são praticadas no cheque especial", diz a diretora. "As instituições financeiras continuam apertando o crédito e as taxas de juros não estão convidativas. É conveniente adiar qualquer decisão de tomada de empréstimo até que as taxas estejam em patamares mais razoáveis", diz. Ela recomenda que os consumidores usem a renda extra do final do ano para quitar dívidas. "Com a crise, a tendência é de que o crédito continue caro nos próximos meses."

Segundo a pesquisa do Procon, os juros médios do cheque especial ficaram em 9,33% ao mês (191,75% ao ano), a maior taxa desde junho de 2003, quando os bancos cobravam 9,43% - já é o segundo mês consecutivo em que a taxa média ultrapassa 9%.

Entre os bancos que aumentaram suas taxas, estão o Unibanco (de 8,59% ao mês para 8,99%), o HSBC (de 9,25% para 9,65% ao mês) e Santander que passou de 9,70% para 9,85% ao mês.

A pesquisa Procon-SP considerou as taxas das dez instituições financeiras no dia 2 de dezembro. Para o levantamento, foi estipulado o período contratual de 12 meses. Os dados coletados referem-se a taxas máximas prefixadas para clientes não preferenciais. Para o cheque especial, foi considerado o período de 30 dias.

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