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Crédito para carro fica mais restrito

O boom do crédito para a compra de veículos começa a mostrar uma nova face. Dados do Banco Central mostram que a inadimplência nesses financiamentos cresce desde o início do ano e o porcentual das prestações com atraso maior que 90 dias atingiu o maior nível em cinco anos.

Agência Estado |

Com isso, bancos pisaram no freio e os empréstimos, que estão cada vez mais criteriosos, também estão mais curtos.

Em maio, 3,66% dos financiamentos apresentavam atraso maior que três meses. Equivalente a R$ 3 bilhões, o porcentual é o segundo pior da série histórica do Banco Central, iniciada em 2000, e mostra aumento ininterrupto da inadimplência há cinco meses. Somados, os atrasos acima de 15 dias atingiram R$ 9,4 bilhões em maio, ou 11,21% de todos os financiamentos para compra de veículos registrados no BC.

Os números estão sendo acompanhados de perto pelos bancos, que são bastante cuidadosos ao tratar do tema. O economista-chefe da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), Nicola Tingas, diz que o aumento da inadimplência no ritmo observado até agora pode ser considerado "natural". "O mercado incorporou muitos clientes novos, que nunca tinham comprado um carro." Mesmo assim, diz, os números não preocupam. A inflação crescente, que tem corroído o poder de compra das famílias, é uma das explicações para a piora dos números. Mas um erro de planejamento financeiro pode ter pego muitos motoristas de surpresa. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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