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O volume de financiamento imobiliário da Caixa Econômica Federal deverá bater recorde em 2010, podendo ultrapassar R$ 60 bilhões. Se a expectativa do superintendente de marketing e comunicação da instituição, Clauir Luiz Santos, se confirmar, representará alta de 22% em relação aos R$ 47 bilhões financiados no ano passado.

O volume de financiamento imobiliário da Caixa Econômica Federal deverá bater recorde em 2010, podendo ultrapassar R$ 60 bilhões. Se a expectativa do superintendente de marketing e comunicação da instituição, Clauir Luiz Santos, se confirmar, representará alta de 22% em relação aos R$ 47 bilhões financiados no ano passado. Segundo Santos, somente de janeiro a março já foram registrados R$ 17 bilhões em financiamentos, recorde para um primeiro trimestre. O valor supera em muito os cerca de R$ 8 bilhões registrados em igual período do ano passado. Ele falou com jornalistas, ontem, após lançamento de projetos culturais da Caixa. Antes, em entrevista coletiva, a presidente do banco, Maria Fernanda Ramos Coelho, disse que é esperada procura também recorde no Feirão da Caixa, que será realizado a partir do dia 13 de maio, em São Paulo, e uma semana depois no Rio de Janeiro. "Já estamos com aumento da demanda no simulador habitacional muito significativo", disse Maria Fernanda, informando que foram feitos 18,8 milhões de simulações de financiamento em março, já na expectativa da realização do feirão, que será o sexto promovido pela instituição. Novos imóveis. "Isso demonstra a dinâmica desse mercado. Esperamos muitos novos imóveis destinados à baixa renda", afirmou a presidente da Caixa. Segundo ela, o destaque do feirão deverá estar vinculado aos lançamentos do programa Minha Casa, Minha Vida. Maria Fernanda disse que o aumento nos custos da construção ainda não preocupa. O último Índice Nacional da Construção Civil (Sinapi), calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em convênio com a Caixa, apontou uma variação de 0,76% em março, bem acima da taxa de 0,43% em fevereiro. Segundo a executiva, "há uma sazonalidade" no índice, que foi pressionado sobretudo pelos aumentos da mão de obra. "Até o momento não estamos verificando nada que tenha impacto no preço final das unidades", afirmou. Seguro. Maria Fernanda confirmou também que a Caixa vai atuar no segmento de seguro- saúde. Segundo ela, até o fim deste ano a instituição deverá concluir os estudos em curso e passar a atuar nesse segmento. O projeto está sendo formatado com a Caixa Seguros e "inclui a prospecção de possíveis parcerias". De acordo com a executiva, "é muito mais provável" que a Caixa decida atuar com parcerias nessa área do que sozinha. "Estamos definindo também o perfil (do produto e do público) e os segmentos nos quais vamos atuar", explicou. Segundo ela, a Caixa decidiu iniciar os estudos para atuação na área de seguro-saúde porque "é um mercado importante e há demanda de empresas". Atualmente, o principal segmento de atuação da Caixa Seguros é o setor habitacional, no qual detém 70% do mercado. No seguro-saúde, a instituição terá como principais concorrentes a Bradesco Saúde e a Sul América, as duas maiores empresas do setor, além das operadoras de planos de saúde.

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