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Crédito externo para emergentes será tema central do G-20, diz BC

SÃO PAULO - A forte restrição que ainda permanece no mercado de crédito internacional, com destaque para a baixa oferta para os países emergentes e em desenvolvimento, será o principal tema da reunião do G-20, marcada para o início de abril, em Londres, segundo o presidente do Banco Central (BC) brasileiro, Henrique Meirelles. De acordo com ele, os grandes bancos globais estão sofrendo perdas no valor de seus ativos, o que leva a uma tendência de contração nos empréstimos, e pressionados também por forças de mercado para se desalavancar, a fim de melhorar os índices de solvência.

Valor Online |

Ao mesmo tempo, os governos dos países ricos estão pressionando as instituições financeiras a elevar os empréstimos domésticos, o que leva a uma natural redução do crédito internacional disponível.

Essas linhas externas, que estão bem mais raras e caras que alguns meses atrás, são fundamentais para financiar o comércio exterior e as dívidas em moeda forte de nações em desenvolvimento e das empresas desses países.

Ainda segundo Meirelles, é neste ponto que as reservas internacionais acumuladas pelo Brasil no período de bonança "tem um papel fundamental para o país hoje". "O Brasil é um daqueles países, que não são muitos, que têm reservas para isso", afirmou, lembrando das ações promovidas pelo BC para irrigar o mercado cambial e de crédito para exportação.

Desde o agravamento da crise até hoje, o Banco Central fez intervenções totais de US$ 66,5 bilhões no mercado de câmbio. Deste montante, US$ 32,7 bilhões foram por meio de swaps cambiais, US$ 14,5 bilhões no mercado à vista (que tem impacto direto nas reservas), US$ 9,7 bilhões em leilões com compromisso de recompra e US$ 9,6 bilhões em linhas para exportação.

O BC prevê também colocar US$ 36 bilhões disponíveis para que cerca de 4 mil empresas possam rolar dívidas em moeda estrangeira que tenham vencido desde setembro do ano passado até dezembro deste ano. Do total, Meirelles acredita que aproximadamente US$ 20 bilhões serão efetivamente usados das reservas, que somam pouco menos de US$ 200 bilhões.

(Fernando Torres | Valor Online)

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