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Crédito externo de exportação cai 19%

A crise financeira internacional está secando a fonte do crédito para os exportadores brasileiros. Dados do Banco Central (BC) mostram que os empréstimos estão mais difíceis, com juros maiores e prazos menores.

Agência Estado |

Em agosto, o volume de empréstimos para empresas que precisam financiar a exportação diminuiu 6,6% ante julho. Em 12 meses, o tombo é de 19,6%.

Segundo o BC, os exportadores tomaram US$ 6,7 bilhões para financiar as vendas externas. O valor é 32,5% menor que no auge recente da concessão dessa linha de crédito, em abril de 2007. Nesse mês, pouco antes de estourar a crise imobiliária nos Estados Unidos, foram tomados US$ 10,058 bilhões. Não existem dados consolidados de setembro, mas as informações do mercado são de que a situação piorou com o agravamento da crise.

Todos esses dados se referem ao Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC). Essa linha de crédito é usada para financiar a produção de muitos exportadores. Quando uma empresa fecha a exportação, toma empréstimo no banco para comprar a matéria-prima e pagar a produção. O financiamento é quitado quando a empresa recebe o pagamento do cliente estrangeiro e repassa o dinheiro à instituição financeira.

Os contratos são vinculados à cotação do dólar e boa parte dos recursos dessas linhas são obtidos pelos bancos brasileiros em instituições estrangeiras. Com a crise, que disseminou a desconfiança pelo sistema financeiro mundial, essas linhas externas se reduziram drasticamente: os recursos que eram emprestados aos bancos brasileiros migram para opções consideradas mais seguras, como os papéis do governo dos Estados Unidos.

Além de reduzir o volume de novos empréstimos, a crise também encareceu as operações. Segundo o BC, o juro médio desses contratos subiu de 17,1% ao ano em julho para 17,4% no mês passado. A taxa em agosto é 6,3 pontos porcentuais maior que a de 12 meses atrás, de 11,1%.

Para o ex-secretário de Política Econômica e diretor executivo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Júlio Gomes de Almeida, a situação obriga o exportador a buscar alternativas. "O quadro aumentará o custo dos empréstimos. Isso deverá ser repassado às exportações ou pode deixar algumas empresas sem crédito. No limite, prejudicará a competitividade das nossas exportações." As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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